segunda-feira, 30 de setembro de 2013

40 famílias cristãs paquistanesas enfrentam fome


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Há quatro anos, acontecia uma das piores manifestações de violência contra a comunidade cristã do Paquistão dos últimos tempos. Em setembro de 2009, sete cristãos foram queimados até a morte em Gojra e mais de 100 casas foram pilhadas, saqueadas e incendiadas. O tempo passou e a situação continua desoladora
Em julho, a agência de notícias World Watch Monitor relatou que um cristão em Gojra foi condenado por cometer blasfêmia e um casal foi preso por enviar mensagens de texto consideradas ofensivas aos princípios do Islã. Outro cristão foi morto a tiros em uma cidade vizinha no fim daquele mês.

Nesse contexto, uma ocorrência relativamente comum − a 'fuga' de um homem cristão de 20 anos de idade e uma mulher muçulmana de 17 anos −, foi capaz de provocar uma acusação de estupro e a perda dos meios de subsistência de 40 famílias cristãs. Os vizinhos e proprietários muçulmanos agora se recusam a contratar cristãos para o trabalho diário em seus campos; um ativista local disse que as famílias correm risco de inanição.

Umair Masih, 20, fugiu com sua namorada Nadia Shabir, 17, na noite de 27 de julho. Ambos moravam em Chak (aldeia) 375 JB, distrito de Toba Tek Singh, a aproximadamente 15 Km de Gojra. A aldeia é formada por cerca de 40 famílias cristãs e 500 mulçumanas.

Em países como o Paquistão, onde os casamentos arranjados ainda são comuns nas comunidades rurais, muitos jovens casais deixam seus lares por um capricho, ou na tentativa de poder ter a afeição que sentem um pelo outro levada a sério por suas famílias, ou ainda num ato de desespero.

Em muitos desses casos de fuga, as comunidades locais e especialmente os membros mais próximos da família conseguem acompanhar e encontrar o casal e trazê-los de volta para suas casas. Às vezes, eles são punidos. É sempre um escândalo dentro da aldeia, mas o desenrolar dos acontecimentos geralmente é mantido entre os diretamente envolvidos.

Dessa vez, no entanto, dezenas de moradores saíram pela estrada e começaram a atirar para o ar assim que descobriram que o casal estava desaparecido. Eles começaram a procurar pelos campos e depois foram até as casas dos cristãos. O grupo invadiu as casas e disse aos cristãos que levariam todas as suas mulheres jovens para humilhá-las. A multidão também ameaçou incendiar suas casas e expulsá-los da aldeia.

A multidão decidiu então pegar as três irmãs de Masih, Saba, Chanda e Mariam, e sua mãe Shehnaz Bibi, e humilhá-las publicamente. Finalmente, resolvem levar Saba e Chanda junto com eles. "Eles bateram na porta e invadiram a casa. Começaram a bater em meu pai e nos xingaram", contou Saba, 18, à World Watch Monitor. Em seguida, arrastaram Saba e Chanda para fora de casa e levaram-nas para uma fazenda.

"Havia dezenas de homens lá. Eles nos insultaram, mas, quando começaram a nos tocar de maneira indecente, alguns dos homens mais idosos contestaram, de modo que o grupo se conteve e não nos agrediu sexualmente", acrescentou Chanda, 16, ao nosso repórter. "Ficamos amarradas até o dia seguinte, sem comida e água", narrou.

Após a fuga do casal, as relações entre cristãos e a maioria mulçumana ficaram tensas. No dia seguinte, um conselho arbitrário da aldeia (panchayyat) decidiu que Saba e Chanda seriam devolvidas à família e, em troca, Nadia voltaria para o seu pai. O conselho também decidiu que Umair Masih não viveria mais na aldeia. O pai de Masih, Tufail Masih, concordou com todas essas condições.

Contrariando o que haviam acordado com o conselho, o grupo de muçulmanos entrou com uma petição no tribunal para o registro de uma ocorrência, alegando que Umair Masih e quatro membros de sua família teriam raptado e estuprado Nadia. Além desta ação judicial, o grupo ameaçou "derramar o sangue dos cristãos" da aldeia para vingar a "insulto" infligido pela fuga de Nadia.

Levando em conta o histórico de conflitos populares na sua área, os cristãos entraram com uma petição escrita diante do juiz das Sessões Complementares Toba Tek Singh e solicitaram uma ordem junto à Delegacia de Polícia Saddar para registrar uma ocorrência contra o grupo muçulmano por ameaça de morte. O juiz emitiu uma ordem no mesmo dia, chamando a polícia para registrar uma ocorrência contra o grupo.

Desde então, a polícia tem tentado chegar a um acordo entre os cristãos e o grupo muçulmano, segundo afirmou Munir Masih Gill, ativista social da aldeia. Ele relatou que, mesmo com a questão jurídica resolvida, o boicote social ainda continua. Quase todos os cristãos são pobres e analfabetos, e são contratados pelos proprietários muçulmanos em seus campos por um salário diário. Eles também têm enfrentado uma escassez de alimentos bastante séria.
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoDaniela Cunha

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Em Marrocos, cristão é preso por evangelizar


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Mohamed el Baldi foi condenado por “abalar a fé" dos muçulmanos. O Marrocos está no 39ª lugar da Classificação de países por perseguição. O islamismo é a religião oficial do país, e atividades para converter um muçulmano são ilegais

Um cristão marroquino foi multado e condenado a dois anos e meio de prisão por evangelizar. Mohamed el Baldi, de 34 anos, da cidade de Ain Aicha, perto de Fez, teve de pagar cinco mil dirhams (o equivalente a 1.354,50 reais) por "abalar a fé de um muçulmano". A audiência ocorreu no dia 3 de setembro.

Ele foi preso depois que sua casa foi invadida em 28 de agosto, e itens ligados à sua fé, como a Bíblia e outros materiais cristãos, foram confiscados.

A propagação do cristianismo é proibida pelo artigo 220 do Código Penal marroquino. A lei diz que é ilegal impedir uma ou mais pessoas de praticar a religião pela força, violência ou ameaças.

Constitucionalmente, a pena máxima para este crime é a reclusão de três a seis meses e multa de 200 a 500 dirhams (de 54,18 a 135,45 reais). No entanto, el Baldi foi punido de maneira mais rigorosa. O cristão, que se converteu há sete anos, admitiu ter amizade com dois cristãos norte-americanos, que lhe forneceram materiais para estudo. Ele também confirmou ter participado de reuniões cristãs nas cidades de Meknes e Rabat.

Durante a audiência, a mãe de el Baldi pediu a Alá para se vingar de quem "adulterou" a mente de seu filho com ideias cristãs.

Em 2010, um grupo de cristãos estrangeiros foi declarado " perigoso" para o país e, por isso, todos foram deportados. Da população de 33 milhões de pessoas do Marrocos, mais de 99% é muçulmana. O restante é composto predominantemente por cristãos e judeus.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

terça-feira, 10 de setembro de 2013

CERCA DE 10 IGREJAS TIVERAM SUAS PORTAS FECHADAS


                                                   Camarões

O ministro das Comunicações, Issa Tchiroma Bakary, afirmou em 28 de agosto durante uma coletiva de imprensa que as igrejas se engajam em práticas "insalubres" e "indecentes", contrárias ao objetivo do crescimento espiritual das pessoas.

Bakary também denunciou "casos óbvios de extorsão de pessoas em situação desesperada", "repetidos tumultos noturnos" e "proselitismo". "Numa situação como essa o governo não podia ficar indiferente e inativo", disse. "As autoridades administrativas responsáveis ​​pela preservação da ordem pública tiveram de assumir a responsabilidade".

Em Yaoundé, a capital, cerca de dez igrejas tiveram suas portas fechadas. Na principal cidade no noroeste do país, Bamenda, que abriga uma alta proporção de cristãos, cerca de 20 igrejas foram afetadas. No total, 35 igrejas foram fechadas por todo o país, de acordo com Bakary.

O pastor Naida Lazare, presidente da Christian Media Network de Camarões, disse à World Watch Monitor que várias igrejas têm buscado a aprovação do governo há mais de dez anos, sem obter resposta. "Muitas igrejas e organizações cristãs têm buscado em vão sua legalização. Elas passaram por todos os procedimentos administrativos e legais, mas não receberam nenhuma notificação indicando a rejeição ou aprovação". "Em vez de culpar as organizações ou indivíduos cristãos, geralmente pessoas acima de qualquer suspeita, o governo se beneficiaria muito mais regulamentando essas associações, que têm esperado por isso há mais de uma década".

Camarões é um país laico da África Central. Quase 80% dos seus 20 milhões de habitantes são cristãos. A liberdade de culto e de religião é garantida pela Constituição, reforçada pela Lei n º 90/053 de 19 de dezembro de 1990, que regulamenta organizações religiosas.

Esta lei determina que o exercício do culto religioso esteja sujeito à aprovação do ministro de Assuntos Internos e à autorização do presidente. Desde a lei de 1990, as organizações pentecostais têm experimentado um crescimento notável. Dezenas de igrejas, geralmente ligadas à vizinha Nigéria, se estabeleceram no país.

Tal crescimento se deve ao fato de seguidores do catolicismo se juntarem aos movimentos pentecostais. Essas igrejas pentecostais são conhecidas por seu dinamismo e capacidade de mobilizar multidões.

É difícil saber o número exato de igrejas no país. Oficialmente, apenas 47 licenças foram concedidas entre 1990 e 2009 a igrejas e organizações cristãs, ao passo que cerca de 500 denominações estão funcionando em todo o país. "Isto significa que a esmagadora maioria dessas igrejas que estão enchendo nossas cidades e vilas existem ilegalmente, beneficiando-se da tolerância de nosso sistema administrativo", disse Bakary.

Dieudonné Abogo, presidente da União Pentecostal dos Camarões, reconhece que algumas igrejas são barulhentas. "O uso de música alta durante os cultos pode, de fato, perturbar os bairros em algumas áreas", disse Abogo. "Isso traz um grande prejuízo à reputação das igrejas reconhecidas oficialmente".

A decisão de fechar as igrejas não reconhecidas não é novidade em Camarões. Algumas igrejas pentecostais no país foram fechadas nos últimos anos pelas autoridades locais devido a queixas de moradores. Abogo disse que órgãos como a União Pentecostal de Camarões devem trabalhar com o governo para encontrar uma solução.



Foto: Elin B / Flickr / Creative Commons
FonteWorld Watch Monitor
TraduçãoDaniela Cunha
PORTAS ABERTAS

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mórmons admitem erros e corrigem “revelação” após 183 anos

Nova edição de livros mórmons apresenta mudanças depois de "oito anos de trabalho".
por Jarbas Aragão

Mórmons admitem erros e corrigem “revelação” após 183 anosMórmons admitem erros e corrigem "revelação" após 183 anos





Uma suposta revelação de um anjo a Joseph Smith, em 1827, três anos depois levou à publicação do Livro de Mórmon, também chamado de “Outro Testamento de Jesus Cristo”. O movimento religioso, considerado uma seita do cristianismo, atende pelo nome oficial de Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Como a Bíblia não lhes parece suficiente, usam uma série de livros para fundamentar suas crenças. São eles “Livro de Mórmon”, “Doutrina e Convênios” e “Pérola de Grande Preço”. Além disso, eles possuem um grupo de líderes que formam Quórum dos Doze Apóstolos e cujas decisões são consideradas equivalentes a palavra dos apóstolos de Jesus.
Em abril 2013 o Mormonismo decidiu anunciar que fará uma nova versão de alguns de seus livros, incluindo comentários interpretativos e modificando algumas doutrinas estabelecidas pelo seu fundador. A última revisão de textos dos mórmons foi publicado em 1981, algo que ocorre de tempos em tempos desde que o governo americano os proibiu oficialmente de divulgar certas práticas. A deste ano, porém, é mais profunda.
O comunicado oficial publicado no site oficial da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, disse ter chegado a uma decisão final “depois de oito anos de trabalho.” Os editores reconhecem que há mudanças nos textos supostamente revelados pelo anjo Moroni a Joseph Smith: “A intenção era fazer com que as fossem modificar as questões gramaticais confusas… corrigir erros nos guias de estudo e incorporar recentes descobertas históricas em seções do “Doutrina e Convênios”.
As revisões na doutrina não são insignificantes, pois admitem erros e questionam a infalibilidade de uma revelação especial. Principalmente se ela sofre alterações várias vezes e se deixa levar pelos que os líderes mórmons consideram importantes por causa de mudanças no pensamento da sociedade. As mudanças significativas desafiam dois grandes erros históricos presentes ao longo dos 180 anos de tradição deste grupo religioso. As duas novas “declarações oficiais” que aparecerão com a edição impressa dos livros a partir de 2013 lidam com questões controversas na história da seita: a poligamia e o racismo. O material agora está chegando aos outros países em que existem igrejas mórmons.
O objetivo parece ser “tentar se aproximar de ser vista como uma denominação cristã e… esse é um importante passo neste processo”, acredita Kyle Beshears, erudito e pesquisador de apologética. Embora Joseph Smith ensinasse o “casamento plural”, com base no relato bíblico sobre Abraão. Mas depois de receber uma “nova revelação”, o presidente do conselho dos mórmons, Wilford Woodruff emitiu um manifesto mudando isso para monogamia, que foi aceito pela Igreja e ensinado desde 6 de outubro de 1890. Ainda assim, muitos seguidores do mormonismo mantém a prática até hoje.
Segundo Beshears, é muito difícil conciliar as ideias de Smith a Declaração Oficial 1, de 2013, pois a seção 132 do Doutrina e Convênios diz claramente que a poligamia é um aspecto da “nova e eterna aliança”. Dizem os versos 61 e 62 “Se um homem desposar uma virgem e desejar desposar outra e a primeira der seu consentimento; e se ele desposar a segunda e elas forem virgens e não estiverem comprometidas com qualquer outro homem, então ele estará justificado; ele não pode cometer adultério, porque elas lhe foram dadas; pois ele não pode cometer adultério com o que lhe pertence e a ninguém mais. E se dez virgens lhe forem dadas por essa lei, ele não estará cometendo adultério, porque elas lhe pertencem e lhe foram dadas; portanto ele está justificado”.
A Declaração Oficial 2, também modifica um artigo do Doutrina e Convênios, que não permite que negros sejam sacerdotes ordenados, nem tenham acesso ao mais alto nível da salvação na vida após a morte. O motivo seria a maldição mencionada no Livro de Mórmon, em 2 Néfi 5:21:21 e 23 “Ele fez cair uma maldição sobre eles, sim, uma dolorosa maldição, por causa de sua iniquidade. Pois eis que haviam endurecido o coração contra ele de tal modo que se tornaram como uma pedra; e como eram brancos, notavelmente formosos e agradáveis, a fim de que não fossem atraentes para meu povo o Senhor Deus fez com que sua pele se tornasse escura… E amaldiçoada será a semente daquele que se misturar com a semente deles; porque será amaldiçoada com igual maldição. E o Senhor assim disse e assim foi”.
O apologeta Beshears explica que “a resposta pode ser encontrada no ambiente cultural nos Estados Unidos no século XIX e XX. A Igreja dos Santos dos Últimos Dias foi influenciada pelo forte racismo, que era visto em todas as facetas da vida americana por mais de 200 anos”.  Ele é enfático “Embora os líderes atuais não resolvam os problemas teológicos sobre poligamia e racismo… nem de perto corrigiram as doutrinas perigosas e falsas de Joseph Smith”.
 Com informações de Protestante Digital e Christian Post.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

CGADB: líderes queimam dinheiro de dízimos e ofertas?


Liminares para cá, liminares para lá. Isto custa muito caro! Advogados não trabalham de graça, seus honorários não custam preço de bananas. De onde vem o dinheiro de José Wellington e de Samuel Câmara para bancarem liminares e derrubadas de liminares? Com qual dinheiro esses pastores custeiam essa briguinha besta pelo poder da CGADB? Com dízimos e ofertas de assembleianos? 

Desperte povo, oferta e dízimo são frutos de seu suor, não são capins secos à fogueira de vaidades, são coisas santas dedicadas ao Senhor. Administre bem seu culto ao Senhor, Deus não aceita ofertas em altares rachados.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

País registra mais igrejas do que comércios e restaurantes


São 12 novos templos religiosos criados por dia no Brasil, sem contar as unidades filiadas. 


Com o número de fiéis aumentando, Igreja Batista Central, de Belo Horizonte, teve a necessidade de construir mais templos

Basta andar por qualquer bairro para encontrar um novo templo religioso. E a sensação comum de que “todo dia abre uma Igreja” é mais do que verdadeira. De 1º de janeiro até a última sexta-feira, o Brasil ganhou 2.798 igrejas registradas, de acordo com dados do “Empresômetro”, ferramenta do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que monitora a abertura de empresas de todos os tipos no país. São quase 12 igrejas novas por dia, ou uma a cada duas horas.

Os registros religiosos só não são maiores do que os de associações, que ganharam 5.509 formalizações no mesmo período, mas superam condomínios, comércios, clínicas, restaurantes e drogarias. E o número seria ainda muito maior, se entrassem na conta as novas unidades de cada igreja já estabelecida. Fazendo uma analogia com o meio empresarial, as Igrejas têm que registrar sua “marca”, e, a partir daí, podem abrir o que seriam as filiais, sem ter que fazer um novo registro a cada nova operação.

A Igreja Batista Central, de Belo Horizonte, por exemplo, está reformando um galpão no Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, onde funcionará seu terceiro endereço. Fundada em 1961, a Igreja já tem uma unidade administrativa no bairro Santo Antônio e uma sede onde o auditório comporta 2.500 pessoas no Luxemburgo, ambos na região Centro-Sul. Vai abrir também outras em Cláudio, no Centro-Oeste mineiro, e uma em Anagé, na Bahia.

O registro da atividade foi feito há 52 anos, quando foi aberta a primeira unidade. As outras não precisam ser formalizadas porque fazem parte da mesma Igreja. O pastor de jovens, Roberto Bottrel, diz que a Igreja tem “células” que são reuniões de fiéis em casas para orar e conhecer a Bíblia em dias que não há cultos. “A Igreja pulsa de segunda a segunda”, afirma. A partir dessas células, foi identificada uma demanda na região Leste de Belo Horizonte. “Muitos fiéis das células não iam aos cultos no Luxemburgo porque moravam longe”, diz.

Inicialmente, a nova unidade funcionava em um salão de festas emprestado, onde cabiam 150 pessoas. Hoje, o galpão funciona ainda de maneira improvisada, mas já abriga 200 fiéis. Quando a reforma estiver concluída, serão 400 lugares.

Constituição garante imunidade tributária

Para abrir uma Igreja, basta registrar a ata de abertura em cartório e depois pedir o CNPJ na Receita Federal. Os templos religiosos têm imunidade tributária, o que significa que estão dispensados de pagar IPVA, IPTU, Imposto de Renda, ISS e outros sobre renda, patrimônio e serviços. Eles não estão dispensados de prestar contas ao fisco e devem entregar anualmente a Declaração de Isentos.

O professor de direito tributário Rafael Queiroz, do Centro Universitário Isabela Hendrix, explica que a imunidade é garantida pela Constituição para assegurar a liberdade religiosa, evitando que o Estado estimule uma religião com benefício fiscal, por exemplo. Os partidos políticos têm o mesmo tratamento, pelo mesmo motivo.



Fonte: O Tempo
Via:http://libertosdoopressor.blogspot.com.br

domingo, 1 de setembro de 2013

Igreja Mundial do Poder de Deus é condenada por assédio moral



Burrinho, macaquinho e jegue.
Era assim que um empregado da Igreja Mundial do Poder de Deus era constantemente chamado pelo bispo responsável pela igreja e por outros pastores. Contratado como editor de vídeo, o empregado chegou a exercer também a função de supervisor do programa do bispo e sofria essas ofensas sempre que havia um imprevisto ou algum erro na produção do programa.
Os fatos foram confirmados por testemunhas, que contaram que o bispo ria e achava graça da situação. Ainda de acordo com a prova oral, o reclamante chegou a ser colocado sem trabalhar, durante três dias, na cozinha do estabelecimento. Para a 2ª Turma do TRT-MG, que acompanhou o voto do desembargador, o assédio moral ficou plenamente caracterizado, justificando a reparação por parte do empregador. Por esse motivo, a sentença que julgou procedente o pedido de indenização formulado pelo reclamante foi confirmada pelos julgadores. No entanto, o valor fixado em primeira instância foi reduzido para R$ 15 mil.
"A figura do assédio moral se caracteriza pela conduta abusiva do empregador ao exercer o seu poder diretivo ou disciplinar, atentando contra a dignidade ou integridade física ou psíquica de um empregado, ameaçando o seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho, expondo o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras. Existindo prova de tais fatos nos autos, é devida a respectiva indenização reparadora", constou da ementa do voto. As informações são do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região.

Bonde/Data Vênia

Nova lei na Bolívia pode controlar as igrejas e impor crenças aos cristãos

NOVA LEI NA BOLÍVIA PODE CONTROLAR AS IGREJAS E IMPOR CRENÇAS AOS CRISTÃOS


Os líderes da igreja protestante na Bolívia estão tentando revogar uma nova lei que, segundo eles, visa "impor crenças contrárias" e "nega o direito aos protestantes de ser uma igreja." Afirmando que a Lei 351 é inconstitucional, a Associação Nacional de Evangélicos da Bolívia (ANDEB) vai abrir processo nesta semana perante a Assembleia Legislativa Plurinacional, exigindo que tal lei seja revogada. A informação foi divulgada pelo portal Morning Star News.
A Lei 351 restringe os direitos e liberdades religiosas de igrejas, sejam elas católicas ou evangélicas. A lei estipula uma estrutura administrativa padronizada para todas as "organizações religiosas" que atuam na Bolívia.
Segundo Ruth Montaño, advogada e ex-membro do conselho da ANDEB, a lei ameaça seriamente a integridade e liberdade de culto das igrejas. "Isso forçaria as igrejas a trair suas verdadeiras tradições eclesiásticas", disse Ruth ao Morning Star News. "Essa medida priva [as igrejas] de qualquer autonomia para seguir as suas convicções de fé originais."
As igrejas bolivianas devem se submeter a um recadastramento, dentro de um período de dois anos. Nesse cadastro, as igrejas são obrigadas a fornecer dados detalhados sobre a adesão de membros, atividade financeira e liderança organizacional. Caso assim não façam, elas perderão a sua licença de funcionamento.
A ANDEB tem realizado protestos contra a medida governamental, que, segundo eles, visa "controlar" e "impor crenças contrárias" à fé cristã. A associação organizou marchas que, no último dia 17, reuniram cerca de 20 mil bolivianos em cinco cidades bolivianas contra as medidas do presidente boliviano, Evo Morales.
Segundo o presidente da ANDEB, Agustín Aguilera, "O artigo 15 da lei forçaria todas as organizações religiosas a realizar atividades dentro dos parâmetros do chamado 'horizonte de boa vida', um conceito baseado na visão de mundo aymara. Essa é uma imposição de uma visão de mundo cultural e espiritual totalmente estranha à nossa." O presidente Evo Morales se identifica etnicamente como aymara, embora afirme ter, também, "bases católicas". Os aymaras formam o segundo maior grupo indígena da Bolívia, atrás apenas dos quíchuas.
Como na maioria dos países sul-americanos, o culto protestante foi proibido na Bolívia até cerca de 100 anos atrás. Hoje os cristãos evangélicos representam 16% da população de 10 milhões de bolivianos, de acordo com a Operation World.

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO, EM BREVE

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