quarta-feira, 20 de abril de 2011

Eu preciso desabafar!

 Por Renato Vargens

As vezes tenho a impressão que estou dando soco em ponta de faca. Isto porque, mesmo diante das denuncias feitas por inúmeros homens de Deus,  que corajosamente têm enfrentado os falsos profetas desta geração, confrontando com veemência os seus desvios teológicos,  um número absurdo de pessoas tem se contraposto a isto tudo, preferindo permanecer escravos do engano.

Por razões óbvias, confesso que eu possuo uma enorme dificuldade em ouvir a programação de algumas rádios evangélicas. No entanto, nesta tarde, enquanto dirigia meu carro em meio ao caótico trânsito de Niterói,  resolvi sintonizar o meu dial numa famosa rádio gospel. Ao fazê-lo,  ouvi canções que homenageavam a mulher amada, a mãe querida,  pregações distorcidas, canções extravagantes e antropocêntricas, manifestações politiqueiras dos pilantras da fé, além das doutrinas espúrias daqueles que se auto-denominaram apóstolos de Cristo. Para piorar a situação,  a rádio em questão, em vez de gastar o seu precioso tempo propagando os valores do Reino,  optou por divulgar um tipo de música cujo conteúdo e tema era a galera do retété. Se  não bastasse isso, ouvi convites apostólicos para cultos de milagres e libertação dos vales e da miséria, além é claro, de ter ouvido um gigantesco desfilar de titulos escalofobéticos inventados por essa gente que trocou a simplicidade do Evangelho, pelos tesouros deste mundo.

Caro  leitor, me desculpe, mais eu preciso desabafar! Sinceramente o chamado mercado gospel me enoja! A teologia da prosperidade e confissão positiva me tem levado as lágrimas. Saber que homens e mulheres em nome de Deus mercadejam a mensagem da Salvação Eterna, me deixa absolutamente escandalizado. 

Confesso que não suporto mais ver a paganização do cristianismo, nem tampouco a comercialização da fé. Hoje, fiquei sabendo que um hit famoso, dos Mamonas Assassinas, foi transformado em hit gospel. Um dos refrões cantados e adptados pelos seguidores de GEZUIS diz com todas as letras que "Jesus me deixa doidão"

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? As vezes sinto vontade de jogar a toalha! Sinceramente existem momentos que penso em dar ouvidos a alguns pastores amigos que dizem: " Cara, deixa isso pra lá, a igreja brasileira é irrecuperável! As coisas vão piorar cada vez mais." 

Pois é, hoje a tarde, depois de ter perdido meu precioso tempo ouvindo esta funesta rádio evangélica, confesso que me senti  "down" e que a consequência deste meu sentimento  foi o de  chutar o balde e passar a cuidar exclusivamente da minha igreja, não me preocupando mais com as esquizofrenias do movimento gospel, nem tampouco escrever mais neste blog. Todavia, depois de um momento de oração, Deus pela sua graça, me mostrou que Ele tem cuidado do seu povo, e que por sua exclusiva misericórdia ainda existe neste tupiniquim país, muitos que não se dobraram diante Baal.

Isto posto, rogo ao Senhor que tenha compaixão do seu povo e nos conceda um verdadeiro avivamento, promovento na sua igreja uma nova e preciosa reforma.

Vamos em frente,


Pr. Renato Vargens

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tipos de obreiro que participam das AGO's da CGADB


Na semana passada ocorreu mais uma Assembleia Geral Ordinária (AGO) da CGADB (Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil). Ela foi realizada em Cuiabá-MT, na Assembleia de Deus presidida pelo querido pastor Sebastião Rodrigues de Souza.

Devido a vários motivos de força maior, principalmente compromissos profissionais, não pude participar desse importante evento. Mas gosto muito das reuniões convencionais da CGADB. Essas Assembleias Gerais nos permitem rever amigos de várias partes do Brasil, além de nos propiciarem a oportunidade de participar da discussão de temas relevantes.


Em tais reuniões podemos, ainda, aprender com os erros e acertos dos obreiros que costumam falar nos momentos em que são discutidos temas polêmicos. Coincidente e curiosamente, o logotipo da CGADB ilustra bem as características dos obreiros que participam das reuniões convencionais, apresentando verdadeiros retratos deles.

No sentido negativo, o logotipo mencionado apresenta três tipos de convencionais: (a) o de cabeça quente (nervoso, irascível, arrogante, com foguinho sobre a cabeça); (b) o que pisa na bola e/ou nos seus desafetos (sem misericórdia, considera-se superior aos outros); e (c) o que tem duas caras (politiqueiro, bajulador, falso).

Positivamente
, o logotipo da CGADB também apresenta três tipos de ministros: (a) o pentecostal (com a chama sobre a cabeça, fervoroso, tem o poder do Espírito sobre a sua vida); (b) o zeloso (diligente, cuidadoso, olha por cima do rebanho, supervisionando-o, e vê ao longe); e (c) o empreendedor (prioriza a obra missionária; observe que há um globo sobre a sua cabeça).

Que Deus abençoe a quase-centenária Assembleia de Deus, e que os seus ministros sejam, de fato, pentecostais, zelosos e empreendedores. E que o Senhor Jesus nos guarde dos maus obreiros, que entram no ministério, mas o ministério nunca entrou em seus corações.


Em Cristo,


Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O missionário que se dane!


Certa vez um irmão em Cristo compartilhou comigo dizendo:  Fulano virou missionário pois não tinha competência para conduzir uma igreja.  Em uma outra ocasião um pastor amigo afirmou que na sua percepção  as mulheres vocacionadas ao ministério que  não se casam, não possuem  outra opção na vida a não ser virarem missionárias.

Pois é, parece que parte da igreja evangélica brasileira considera o trabalho missionário, como inferior. Isto se percebe nitidamente na forma de tratamento que o missionário recebe, isto sem falar é claro, nos baixos salários que  lhes são pagos.

O descaso com que algumas igrejas tratam os seus missionários é impressionante. Basta a crise bater a porta que a primeira coisa a ser cortada é o salário do obreiro.  Lamentavelmente nas reuniões de ministério, conselhos, ou assembléia, volta e meia aparece alguém dizendo: “pra que mandar esse dinheiro todo para o missionário? Não temos condições! Nossas contas estão elevadíssimas, precisamos cortar gastos.”  

Caro leitor vamos combinar uma coisa? Além de pagar mal (porque missionários na maioria das vezes recebem esmolas e não salários) a igreja ao enfrentar  uma crise financeira quer diminuir o salário do missionário? Por favor responda sinceramente: Seria isto justo? Por acaso o missionário não tem contas à pagar? Não possui  aluguel, não tem  que comprar alimentos,  pagar a escola  dos filhos, vestir-se, comprar remédios? 

Pois é, o problema é que boa parte da igreja tá se lixando para os missionários e suas missões. Infelizmente,  não são poucos que diante da falta de recursos por parte da igreja são obrigados a desisitir dos seus projetos, retornando ao país de origem. 

Prezado amigo, assusta-me o fato em saber que a Igreja de Jesus gasta milhões de reais anualmente embelezando seus templos enquanto quase nada se faz em prol do trabalho missionário. Para piorar a situação, em nome de uma visão megalomaniaca pastores investem os recursos do Reino comprando carros, helicopteros e aviões, cujo benefício é nada mais , nada menos do que o seu próprio bem estar.

Não me admiro em saber que no mundo inteiro a tarefa da Grande Comissão ainda esteja por se realizar! Cerca de  90% do dinheiro  arrecadado na igreja é investido na própria igreja, sete por cento em iniciativas evangelísticas onde o evangelho já foi pregado antes, e apenas três por cento em iniciativas missionárias para aqueles povos que nunca ouviram o evangelho. 

Isto posto, penso que a Igreja de Cristo precisa rever seus conceitos quanto ao seu investimento no trabalho missionário. Em minha caminhada pelo mundo, tenho conhecido gente santa e compromissada com o Evangelho da Salvação Eterna, e que por amor ao Pai, saíram de seus países , indo para a Amazônia, Africa, Ásia, Peru, Haiti e centenas de outros lugares mais, cuja paixão é o de anunciar o Desejado das nações. 

Diante disto, afirmo sem titubeios que  pessoas  deste quilate , não devem ser tratadas com desprezo e indiferença, antes pelo contrário, devem receber por parte da igreja brasileira todo apoio possivel, o que inclui investimento financeiro.

Pense nisso!

Renato Vargens
EXTRAÍDO DO BLOG DO Pr. RENATO VARGENS.

domingo, 17 de abril de 2011

O valor das pequenas coisas

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Um capacitado marceneiro estava enfrentando dificuldades em sua profissão em função de escassas procuras por parte do mercado. Certo dia, passando pela rua com um material para entregar, foi abordado por um cidadão que perguntou se ele estava disposto a fazer alguns alizares para ele, informando que já estava cansado de procurar  e nenhum marceneiro queria fazer, já que era um serviço pequeno e rendia pouco dinheiro.
Prontamente o marceneiro pegou o serviço com a promessa que entregaria no outro dia tal hora. Foi para casa, trabalhou um pouco mais e, no dia e hora marcados, lá estava ele com os alizares prontos. O encarregado demorou um pouco e, ao chegar, já encontrou o marceneiro com sua encomenda. Conversa vai, conversa vem, dinheiro pra cá, mercadoria pra lá, chega o dono da obra. Informa do marceneiro se ele só é capaz de fazer aquilo ou se tem capacidade para fazer serviços mais finos e de maior responsabilidade. Começa outra negociação e o marceneiro sai dali com orçamento de milhares de reais para entregar dentro de um mês, recebendo adiantamento que lhe deu condições de equilibrar as finanças e com um relacionamento que lhe rendeu muitos outros serviços. O dono da obra disse ter admirado sua prontidão e fidelidade no horário combinado. E imaginar que tudo começou com um serviço pequeno e de pouco valor.
Assim também acontece com todos os outros aspectos da vida. Situações e coisas que damos pouco valor podem criar oportunidades para grandes conquistas. É bom lembrar que uma escada que apresenta 20 ou mais degraus começa com o primeiro degrau. Subir fugindo essa lei é esforçar-se mais do que o devido e criar situações de desconforto para o corpo humano. Lembro-me que, mais jovem do que sou, tinha a mania de subir as escadas de três em três degraus. Depois, de dois em dois e, hoje, não propriamente pelo aspecto físico, mas pela maturidade, subo de um em um. Aliás, sabe quando o homem só consegue subir assim? Quando está mais maduro. Não é, apenas, uma questão de velhice, é de maturidade.
As pequenas coisas são etapas que nos preparam para o ápice, o sucesso, a vitória. Desprezá-las é uma atitude de imaturidade, pois o sucesso para quem está despreparado é pior do que nunca tê-lo alcançado. Não é sem propósito que Jesus disse que “o menor será o maior”, “quando fizerdes a um destes pequeninos, a mim o fizestes”, “se tiverdes fé do tamanho do grão de mostarda, direis a este monte: sai-te daqui e ele sairá” e “o reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo”. Percebeu como o maior de todos os mestres, o Deus-homem, ao falar de coisas grandiosas, lembrou-se das pequenas coisas?
Procure, hoje, através desta crônica, ativar em sua memória o valor das pequenas coisas e que o Deus de paz esteja propiciando grandes coisas para você e todos os seus familiares.

Algo Chamado Mudança

 

 

Por quê? por que os homens revivem a história, mantêm as tradições e prestam homenagens ao passado? Existe, porventura, uma necessidade ou instinto fundamental no ser humano de manter imutável uma pequena parte do mundo em contínua mutações?

A mudança é uma grande constante no mundo em que vivemos. Nós a vemos em toda a parte. Edifícios são demolidos e substituídos, provocando mudanças na silhueta do horizonte. Onde havia uma pastagem, surge uma nova estrada, e a linha de trafego de uma região é alterada. Mas existem outros tipos de mudanças mais difíceis de serem vistos. O crescimento, por exemplo, a idade; é claro que percebemos as conseqüências, mas o ritmo é tão lento e vagaroso, que quase não vemos a mudança acontecer, até que tenha acontecido.
Mas que é a mudança? É uma questão que há séculos preocupa o ser humano, pois a mudança é um paradoxo. O filósofo assim a definiu: "A mudança parece exigir que algo esteja em si mesmo e ao mesmo tempo não esteja em si mesmo." por exemplo, o gelo é gelo, mas, como observa o filósofo, também não é gelo, considerando que se derrete e se transforma em água. jogo de palavras? talvez, mas o ponto importante para aquele que pretende enfrentar as mudanças, com sucesso, é que a mudança não é apenas um evento, algo que aconteceu; mas também um processo continuo e sempre presente. E somente aqueles capazes de identificar a mudança, como um processo onde está acontecendo, é que pode tomar as medidas necessárias para influir nos resultados, pois, mesmo quando o homem procura mudanças, ele resiste a ela.
A história esta cheia de casos de indivíduos ou sociedades que não puderam ou não quiseram, se adaptar a novas realidades; em nossa própria geração já vimos categorias inteiras de empregos, produtos, serviços, organizações religiosas, que se tornaram obsoletos, o declínio e o fracasso de empreendimentos que não puderam mudar.
O homem resiste as mudanças com a mesma intensidade que as procura. A resistência às mudanças não se limita a coisas desconhecidas ou impróprias; assim, o homem faz as mudanças e o homem resiste às mudanças. E a história pende mais para o lado dos fazem do que para o lado dos que as resistem.

Sócrates Oliveira

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO, EM BREVE

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