quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

JESUS VIDA VERÃO 2014 registra 1.208 decisões

Muito além do louvor, o Jesus Vida Verão representa histórias transformadas ou que ganham novos capítulos. Os pastores Sergio Pimentel de Freitas e Leandro Maxwell de Lima coordenaram a equipe de aconselhamento, que receberam, oraram e orientaram as pessoas impactadas durante o evento. Em 2014, foram 1208 decisões, entre reconciliações, pessoas que aceitaram Jesus e pedidos de oração.



"Foi muito abençoador, muita gente procurou Cristo como Salvador. As pessoas que vem para o aconselhamento chegam quebradas por dentro. O coração está dilacerado e elas estão carentes por Cristo. E aqui temos um derramar completo, as pessoas se emocionam, se entregam verdadeiramente. A experiência entre o conselheiro e quem está recebendo uma oração ou aceitando o Senhor é algo magnífico", destacou o pastor Leandro.
O pastor Sergio falou sobre as ações dos conselheiros durante o evento. "Eu fico muito feliz com o projeto Jesus Vida Verão, que todo ano alcança o seu maior objetivo: o quebrantamento das pessoas e alcançar, através do nome de Jesus, cada coração. A gente que trabalha no evangelismo e no aconselhamento no JVV fica feliz por receber as pessoas que tomam algum tipo de decisão. Tanto através da pulseirinha com as cores, falando de Jesus para quem está passando na região e que não tinha vindo pelo projeto, e também no acolhimento das pessoas quem pedem oração", frisou.
Quem foi acolhido pelos conselheiros e recebeu uma mensagem de fé e uma oração, se mostrou agradecido e renovado. Foi o caso de Ana Maria Rosa, moradora do bairro Araçás. "Sou visitante, pedi uma oração querendo mais paz na família. Ouvir a Palavra de Deus é muito bom. Já é a segunda vez que venho ao evento, na primeira não cheguei até aqui, mas hoje tomei a decisão. As pessoas precisam de Deus, todos estão necessitados. O mundo hoje está muito difícil. Acho que hoje poderia haver uma igreja em cada esquina, para poder evangelizar essa turma e ajudar muitos pais, que teriam a oportunidade de colocar desde pequenos seus filhos no caminho de Deus", falou ela.
Jesiel de Oliveira veio de Jaraguá do Sul (SC) visitar a irmã, que mora em Vila Velha, ficou sabendo do evento e veio conferir. "Sou evangélico, mas andava afastado do caminho do Senhor há um ano. Hoje foi a minha reconciliação. Achei muito interessante o Jesus Vida Verão. Com tanta violência que vemos no mundo, aqui estão falando de Deus para quem não O conhece. Tinha chegado triste e estou saindo alegre, com o coração renovado. É muito bom", disse.
O casal Wilmar Soares e Elvia Barros também pegou estrada e veio de Goiânia (GO) para participar do Jesus Vida Verão deste ano. Veteranos no evento, o casal diz que o JVV é único no Brasil. "É uma oportunidade que temos de ouvir a Palavra do Senhor, descansar e também de rever irmãos e amigos de longa data. É uma satisfação muito grande vir a Vila Velha nessa época. Já viemos há alguns anos ao JVV e achamos que é tudo diferente de tudo que a gente conhece. Já visitamos várias cidades e participamos de diversos eventos pelo Brasil, mas o que vemos neste é diferente. Pela magnitude,alcance, a forma com que ele une as pessoas em momentos de louvor e comunhão. Realmente é um evento que fazemos questão de acompanhar. E convidamos que todos venham conhecer o JVV: você virá para a praia, descansar o corpo e alimentar a alma", falou.
Um evento que alimenta a alma. Talvez essa tenha sido a melhor definição para se referir ao Jesus Vida Verão. Nesses 23 anos, milhares conheceram e foram abençoados pelo Pai, passando a viver novas trajetórias. Essa missão continua em janeiro de 2015.


Fonte: revista comunhão

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Músicas que formaram a identidade da Igreja


Dificilmente pessoas que se converteram há cerca pelo menos 20 anos não têm uma canção de hinários tradicionais que marcaram sua vida. Hinos entoados em apelos feitos por pregadores da Palavra dentro dos templos e nos cultos ao ar livre nas praças impactaram a vida de milhares de evangélicos pelo Brasil. Canções que emocionaram, trouxeram reflexão, impulsionaram a decisão por Cristo e, a partir delas, passaram a ser um registro histórico e também sentimental da caminhada cristã.
Mesmo aqueles que nasceram em lar cristão têm na ponta da língua hinos antigos como "Mais perto quero estar", escrito por Sarah Flower Adams (1805-1848). Esse, no caso, é considerado o hino cristão mais conhecido no mundo. Walter Gomes de Souza, aposentado, tem três hinos marcantes, todos do Cantor Cristão: 259, da conversão; 407, do batismo e 360 que representa até os dias de hoje sua fé em Deus.
"Lembro tanto desses hinos que até me emociono. No caso do meu batismo, que foi no rio lá na minha cidade natal em Água Doce do Norte, me marcou demais. Lembro como se fosse hoje a canção 'ditoso o dia em que aceitei do meu Senhor a salvação, a grande paz que eu alcancei perdura no meu coração'", entoou Walter, membro da Igreja Batista da Glória, Vila Velha. Lembrança tão marcante quanto a da professora Marta Regina Oliveira Tavares de Jesus, membro da Igreja Batista de Lagoa de Carapebus, Serra. O hino 396 do Cantor Cristão "Cegueira e vista" representa sua conversão, que aconteceu na adolescência.
"Eu tinha vergonha de tomar a decisão publicamente, mas o Espírito Santo falava ao meu coração. Ao ouvir um testemunho de uma pessoa que relutava também, essa canção me mostrou quão grande foi o sacrifício de Jesus. Na 'cruz onde um dia eu vi meu pecado castigado em Jesus'. Hoje dou testemunho sobre minha conversão e esse hino ainda tem marcado outras vidas", disse.
História
A música sempre desempenhou um papel importante na história da igreja cristã. Na Idade Média, tanto os hinos como a Bíblia não alcançavam o povo já que o latim era o idioma oficial das missas. Na época da Reforma esse cenário muda. Martinho Lutero e Calvino traduziram a Bíblia, fazendo com que a Palavra pudesse chegar às pessoas. Nesse processo, compositores surgiram para unir a música devocional ao culto protestante, com isso os hinos eram facilmente entoados e memorizados pelas pessoas. Nessa época, os hinos ajudaram os crentes a terem uma intimidade maior com Deus.
O trio "oração, cânticos e palavra" tornaram-se o pilar da doutrina protestante. Lutero deu liberdade a uma grande criatividade no que se referia à música e cânticos espirituais, o que incentivou o seu uso na vida dos fiéis. A produção musical começa, então, a ter um caráter de adoração. No século XIX, surgem os "Grandes Hinos Clássicos", integrantes de hinários protestantes tais como Salmos e Hinos, Cantor Cristão, Harpa Cristã, Hinário Presbiteriano, Novo Cântico, Hinário para o Culto Cristão, entre outros.
Depois da Bíblia, os hinários passaram a ocupar um lugar de importância na vida do crente. É a mensagem bíblica apresentada a partir de experiências profundas vividas com Deus, destacadas de forma harmoniosa e impactante. "Quando reflito em cima de uma letra como Rude Cruz, por exemplo, me emociono. A melodia perfeita cria uma conexão com o divino", revela o maestro Wanderley Rocha, ministro da Assembleia de Deus do Aribiri, Vila Velha.
Folheando os hinários, encontramos informações de autores de hinos das mais variadas nacionalidades e épocas, denotando estilos, origens e datas diferentes. De acordo com o ministro de música da Igreja Batista Praia do Canto, Vitória, Almir Rosa, os hinos são importantes na formação musical das igrejas. "O hinário praticamente era a única fonte das atividades musicais eclesiásticas.
A história dos hinos relatada pelos hinólogos mostra a importância dos seus compositores e autores. Dentre muitos, ressalto aqui, 'Castelo Forte' e 'Sou feliz' como parte dessa herança. Não podemos desprezar tão grande legado". O maestro Wanderley Rocha destaca que os hinos são uma herança preciosa para a igreja e devem ser valorizados. "São canções muito bem feitas, tanto em letra e melodia, com fundamentação bíblica. Elas refletem a identidade da igreja de Cristo".
Perdendo espaço
Atualmente, os cânticos ganharam muito espaço nos cultos e caíram no gosto dos evangélicos. Para o ministro Almir Rosa, hoje é possível mesclar cânticos e hinos, facilitando a participação de todos, contemplando todas as faixas etárias. Wanderley Rocha diz que no culto a Deus tem espaço para tudo, louvores e hinos. É possível inovar nos arranjos, por exemplo, investir mais em coros, ensinar a congregação a gostar do clássico. "Observo que com o baixo uso dos hinos, muitos corais têm morrido nas igrejas, quase não se vê mais coros, o que é lamentável, pois é uma oportunidade que muitos crentes têm de servir a Deus com a música, mas não encontram espaço dentro das igrejas", disse. O resgate da música tradicional nas igrejas passa pelo pastor que a lidera. É a opinião do maestro Wanderley Rocha. "O pastor é o líder, tem que ser sensível ao resgate das músicas e manter na igreja o espaço para o clássico e para o novo", completou.
O cantor e compositor André Valadão acha que os hinos perderam espaço nos cultos, mas que essa realidade pode ser mudada. Quando gravou um CD de Clássicos Cristãos teve o objetivo de resgatar essas canções. "Existe hoje uma nova geração de crentes que não conhece a história dos hinos na igreja. Eles romperam barreiras, fazem parte da realidade da igreja e não podem ser esquecidas de forma alguma. Infelizmente, os hinos perderam um pouco de espaço nos cultos, mas basta mudar o formato musical e arranjos dos hinos, apenas isso, a profundidade de suas letras não podem ser esquecidas".
Outro cantor que também resgatou os hinos da Harpa Cristã em um CD foi Mattos Nascimento. Ele lamenta que as igrejas tenham aderido às músicas comerciais, em sua maioria. "Valorizar os hinos é valorizar a história da igreja. Muitas canções antigas marcaram minha vida e contribuíram para minha formação. O povo de Deus encarece de talentos inspirados na palavra bíblica e indivisível". A música tem o poder de aproximar a criatura de seu criador, de trazer à memória palavras de fé e esperança. Quantas vezes, quanto tomados por pensamentos tristes, o trecho de um hino nos faz reanimar e confiar em Deus?
"Os hinários devem ser usados em todas as ocasiões de culto, não apenas pela congregação, mas também entre crianças e jovens e na devoção particular", considerou o maestro Wanderley Rocha. Os hinos tradicionais são um marco para a igreja cristã e, assim como no passado ajudaram a formar a identidade da igreja, ainda hoje são atuais e podem ser veículos de louvor, adoração e encorajamento para o povo de Deus.~

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Perspectiva celestial

Ministérios RBC

…as [coisas] que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. —2 Coríntios 4:18

Fanny Crosby perdeu a visão ainda criança. No entanto, surpreendentemente ela se tornou uma das mais conhecidas compositoras de hinos cristãos. Durante sua longa vida, ela escreveu mais de nove mil hinos. Entre eles estão os sempre favoritos como “Que segurança! Sou de Jesus” e “A Deus Demos Glória.”
Algumas pessoas sentiam pena de Fanny. Um pregador bem-intencionado disse-lhe: “Acho uma grande tristeza que o Mestre não lhe tenha dado visão, tendo derramado tantos outros dons sobre você.” Parece difícil acreditar, mas ela respondeu: “Sabia que se no dia do meu nascimento eu pudesse ter feito um pedido, teria pedido para nascer cega? […] Porque quando chegar ao céu, o primeiro rosto com o qual alegrarei o meu olhar será o do meu Salvador.”
Fanny via a vida com uma perspectiva eterna. Os nossos problemas têm uma aparência diferente à luz da eternidade: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não veem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Coríntios 4:17-18).
Todas as nossas tribulações tornam-se opacas quando nos lembramos daquele dia glorioso em que veremos Jesus!
—HDF
A maneira como vemos a eternidade afetará o modo como vivemos agora.
Fonte: NOSSO ANDAR DIÁRIO/NOSSO PÃO DIÁRIO/Ministerios RBC

domingo, 19 de janeiro de 2014

Ameaça de explosão em igreja na cidade de Gao

Church_Mali.jpg
Militares que patrulhavam a área na manhã de domingo (12/01), descobriram explosivos atrás de uma das portas da igreja. Membros do exército francês foram capazes de desarmar os dispositivos com segurança. Autoridades estão investigando o caso
Cristãos no Mali necessitam de suas orações. Essa semana, a Portas Abertas foi informada sobre a descoberta de uma bomba em uma congregação local em Gao. Os crentes, que haviam fugido do norte do país por conta da violência e retornaram à cidade, têm se reunido em salas de aula, porque a sua igreja foi saqueada e ainda não está pronta para sediar reuniões.

O incidente deixou os membros da igreja chocados, mas agradecidos pela proteção de Deus. Ore em favor desta pequena comunidade, para que sua fé permaneça firme apesar da perseguição.

Pedidos de oração• Louve ao Senhor pela sua graça sobre esta comunidade cristã, que passou por tanta coisa nos últimos anos.
• Ore para que Deus continue a protegê-los. Além de sua vulnerabilidade por causa de sua fé, os cristãos também são confrontados com o banditismo que, aparentemente, continua a ser um problema em Gao.
• Peça pelo sustento de Deus para estes cristãos, para que eles continuem a ser testemunhas ativas do amor de Cristo, mesmo enfrentando dificuldades.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag

Veja mais em: www.portasabertas.org.br/

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Vamos Orar pela Eritreia!



Peça por força e graça sobre os cristãos eritreus, que enfrentam uma situação grave de perseguição institucional. Ore para que o governo amenize sua posição contra os cristãos evangélicos:

Eritreia

Todas as igrejas evangélicas estão fechadas desde uma lei em 2002. Mais de 2.800 cristãos estão na prisão, e seus familiares não têm notícias deles há meses e anos

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
O cristianismo chegou ao país em 34 d.C., através de um tesoureiro do reino de Sabá, mas foi difundido com mais eficiência e rapidez no século IV d.C. O cristianismo ortodoxo (Tewahdo) é o mais praticado pelos eritreus: outros grupos cristãos, como católicos e protestantes, só chegaram ao país após 1890 com o domínio italiano. Os cristãos são basicamente ortodoxos e quase inteiramente da etnia tigrínia. As igrejas evangélicas estão crescendo, mas são limitadas em recursos para treinamento e evangelismo. 
O governo exige que os grupos religiosos se registrem, mas não aprova nenhum registro, desde 2002, além dos quatro principais grupos religiosos: a Igreja Ortodoxa da Eritreia, a Igreja (luterana) Evangélica da Eritreia, o Islã e a Igreja Católica Romana. Os demais grupos religiosos não têm permissão para se reunir ou atuar livremente no país e quando o fazem são perseguidos.
A perseguição
Os cristãos estão sofrendo a pior perseguição de toda a história da Eritreia.
A Constituição de 1997 prevê liberdade religiosa, no entanto, ela ainda não foi implementada. Assim, não é permitida a distribuição de Bíblias no Exército e nas escolas. Desde setembro de 2001, foi suspensa definitivamente toda impressão de materiais religiosos (papéis e livros devocionais ou particulares etc.).
Desde maio de 2002, todas as igrejas evangélicas estão fechadas por ordem do governo e precisam de autorização para funcionar. A prática de prender aqueles que se reúnem ou exercem qualquer outra atividade religiosa sem a autorização do governo já causou a prisão de mais de dois mil cristãos. Eles são mantidos em condições desumanas, presos em contêineres de metal ou em celas subterrâneas.
Os evangélicos não têm personalidade jurídica e, até agora, os registros para suas igrejas não foram concedidos. Atualmente, a igreja evangélica reúne-se ilegalmente nas casas. O governo controla as escolas que eram cristãs e reluta em registrar outras. Em 2002, o governo do presidente Isaías Afworki fechou as 12 igrejas protestantes independentes da Eritreia, proibindo suas congregações de se reunir até mesmo em casas. Desde então, pastores, soldados, mulheres, adolescentes, crianças e idosos foram presos quando surpreendidos em uma reunião, lendo a Bíblia e orando em grupos. O estado reconhece somente quatro instituições religiosas "históricas" no país, a saber: o islamismo e as igrejas ortodoxa, católica e luterana evangélica.
Dois líderes-chave da Igreja do Evangelho Pleno, uma das maiores denominações pentecostais da Eritreia, foram presos às seis horas da manhã de 23 de maio de 2004, em suas casas, em Asmara. Durante as detenções, os policiais confiscaram as chaves dos gabinetes pastorais, ameaçando verbalmente suas esposas. Haile Naizgi, que exerce o cargo de  presidente da Igreja do Evangelho Pleno e o Dr. Kifle Gebremeskel, como presidente da Aliança Evangélica na Eritreia, estão presos em Asmara sem nenhum contato com suas famílias ou visitantes.
Na mesma época, uma cantora cristã eritreia também foi presa, em uma operação do Ministério da Defesa, apesar de ter cumprido seu serviço militar e nacional obrigatório. Helen Berhane era membro da Igreja Rema e havia lançado um CD que se tornara popular entre os jovens. Ela não atendeu às exigências: assinar um documento renegando sua fé em Cristo, prometendo não cantar mais, não compartilhar sua fé em Cristo e não realizar quaisquer atividades cristãs na Eritreia. Por isso, Helen ficou presa até o início de 2007. Ela saiu do país clandestinamente naquele ano e conseguiu asilo na Dinamarca, onde mora com sua filha.
Há mais de uma década, a Eritreia declarou que todos os grupos cristãos que não pertencessem às igrejas oficiais do governo não podiam funcionar de maneira nenhuma. Até o momento, o governo aprisionou milhares de cristãos. Muitos deles ainda permanecem sob custódia, sem nunca terem ido a julgamento para definir sua situação. Estima-se que 16 pessoas morreram este ano nas prisões, devido a doenças, tortura e desnutrição.
História e Política
A Eritreia divide-se em quatro principais regiões fisiográficas: a planície costeira do mar Vermelho; o planalto centro-sul, que forma o núcleo do país; as colinas das áreas norte e centro-oeste; e os amplos planaltos ocidentais. Seu nome remete ao antigo nome dado ao Mar Vermelho em latim: Mare Erythraeum. Segundo descobertas mais recentes da arqueologia, os povos que habitavam essa região datam de milhares de anos a.C. A bíblia se refere aos povos que viveram nessa região (Eritreia, Etiópia, Somália) como etíopes.
No século VIII a.C., apareceu uma civilização urbana no planalto da Eritreia, relacionada ou  talvez formada por uma parte do reino antigo de Sabá. Dessa sociedade relacionada com os povos semíticos na Arábia meridional surgiu a civilização de Axum, em que se baseia a maior parte da história e cultura do país. Axum chegou a ser o maior centro de poder na região do Mar Vermelho. Produzia sua própria moeda, sistema alfabético, dominando as terras e o comércio de toda a região e adotando o cristianismo no século III d.C. Os europeus desse tempo chamavam de Etiópia (o nome dum país mítico e lendário na literatura grega) todas as terras ao sul do Egito, sem distinguir reinos.
O surgimento do Islã na Arábia, do outro lado do Mar Vermelho, debilitou até certo ponto o reino cristão de Axum. A Eritreia viveu sob assédio constante de muitos povos. Os otomanos subjugou o país com a intenção de dominar todo o leste da África. Os egípcios queriam o território eritreu, porque o país contém mais de mil quilômetros da costa do Mar Vermelho e, estrategicamente, seria importante para o comércio no Mar Mediterrâneo e no Canal de Suez.
No século XIX, com o neocolonianismo das potências europeias sobre os países da África, a Eritreia se tornou colônia da Itália. De 1890 a 1941 os italianos dominaram o país, mas ao fim da Segunda Guerra Mundial perderam a autonomia sobre o território para a Grã-Bretanha, que, por interesses políticos e econômicos, juntamente com os EUA e a ONU, unificou seu território ao da vizinha Etiópia como países confederados e sob a administração do rei etíope. Hoje, é evidente por todo o país a influência da colonização italiana nas fábricas, igrejas, cinemas, pizzarias, cafés etc. Asmara, capital do país, foi também a capital das colônias italianas no leste da África. Em 1961, o rei etíope cancelou o acordo da ONU, que unira os dois países sob uma federação, fechou o parlamento eritreu e declarou a Eritreia uma província da Etiópia. Esse posicionamento do governo etíope levou a uma guerra pela independência da Eritreia, que durou 30 anos.
A Eritreia foi o último país africano a declarar sua independência (1991), reconhecida pela ONU em 1993.
Em 1998, Eritréia de Etiópia entraram em guerra (fomentada por países do ocidente, que não se contentavam com a política Eritreia e com sua autossuficiência econômica), devido às divergências sobre suas fronteiras. Essa guerra durou até o ano 2000 e estima-se que mais de 300 mil pessoas morreram. Após a independência, a Eritreia tinha estabelecido uma economia crescente e saudável, mas a guerra de 1998-2000 com a Etiópia teve um grande impacto negativo sobre a economia e os investimentos. Uma parcela significativa de seu território no oeste e sul, onde a agricultura era fonte importante de renda, foi ocupada pela Etiópia. Durante esse período, mais de um milhão de eritreus foram deslocados, embora quase todos tenham sido reassentados em 2007. 
A política exercida na Eritreia é autoritária e unipartidária. O país é governado, desde 1993, pelo presidente Isaías Afewerki, que tem o poder legislativo e judiciário em suas mãos, e pela Frente Popular por Democracia e Justiça (FPDJ). Outros grupos políticos são proibidos de se organizar como partidos e desde a independência do país, em 1993, nunca houve eleições.
População
A população da Eritreia é formada por muitos grupos étnicos: o maior deles é o tigrínia, cuja maioria é cristã. Cerca de 59% da população é alfabetizada, mas metade vive abaixo da linha da pobreza. Toda a população adulta do país (homens e mulheres com mais de 18 anos) deve servir obrigatoriamente nas forças armadas por, pelo menos, 6 meses.
Devido à falta de liberdade política e religiosa, muitos jovens estão fugindo para países vizinhos. O governo costuma punir com severas multas as famílias das pessoas que fugiram do país. De acordo com a ONU,  duas em cada três eritreus sofrem de desnutrição, porém o governo restringe a ajuda de grupos humanitários para limitar a influência externa.
Economia
Cerca de 80% da população do país está envolvida na agricultura de subsistência; a economia do país é totalmente controlada pelo partido que governa o país, a Frente Popular por Democracia e Justiça (FPDJ). Devido à sua economia fechada, poucas empresas privadas permanecem no país.
O futuro econômico da Eritreia depende da sua capacidade de administrar bem os problemas sociais, como o alto índice de analfabetismo, de desemprego, de baixas qualificações e da disposição do governo em investir em uma economia de mercado.
Fonte:
Portas Abertas - Servindo cristaos perseguidos
www.portasabertas.org.br/countryprofiles/Eritreia

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO, EM BREVE

Postagens Recentes