sexta-feira, 28 de abril de 2017

Jacó, um exemplo de um caráter restaurado



“Como está escrito: Amei Jacó e aborreci Esaú” Rm 9.13

O desvio de caráter é algo sério. Significa violar valores fundamentais que, uma vez não respeitados, põem em xeque o bem estar do outro. Essa afirmativa pode ser exemplificada a partir de dois exemplos.

Primeiramente, digamos que você entrega um valor monetário para uma pessoa, em tese de sua confiança, para depositá-lo numa conta mencionada por você. A pessoa diz que o depositou conforme solicitado. Mas passam os dias e o beneficiário informa que não o recebeu. Ora, por certo houve um problema eletrônico ou algo do tipo — pode-se pensar. Entretanto, a pessoa que você pediu para depositar o valor sabe que não houve problema algum, pois simplesmente ela o tomou para si.

Segundo, imagine um partido político uma vez no poder, que outrora pregava contra a corrupção, deliberadamente não obedece as leis fiscais, não se faz transparente, maquia a contabilidade no ano de eleições a fim de os adversários políticos e a sociedade não terem acesso às informações verdadeiras. Tudo em nome de uma causa que poucos conhecem a quem interessa. Desobedecer deliberadamente as leis a fim de esconder o próprio crime é a prova cabal do desvio de caráter. Portanto, algo muito sério!

Os casos mencionados, ambos exemplos da vida real, prejudicaram pessoas. O primeiro lesou duas: a que solicitou o depósito e a que teria de recebê-lo. Imagine o transtorno com atrasos, necessidades não atendidas e outras mais! O segundo caso lesou a nação inteira, pois trabalhadores perderam seus empregos, empresas faliram e a Economia quebrou. É impossível calcular as décadas de perda para essa nação. Demorará muito para ela se recuperar.

Na presente lição acerca do caráter de Jacó, tanto do ponto de vista individual quanto do coletivo, não podemos tratar o desvio de caráter como se fosse algo distante de nós. Invariavelmente, é possível o cristão comum se vê num contexto em que essa luta travada com a natureza humana se manifeste. Entretanto, devemos dar ênfase ao aspecto restaurador do caráter de Jacó, pois a história do patriarca mostra o quanto a natureza humana pode ser alterada a partir de um verdadeiro encontro com Deus. Um processo de metanoia se instala, isto é, há uma transformação radical no caráter, carregada de uma convicção profunda de arrependimento. Ora, em Cristo Jesus, todo ser humano pode ter esse encontro com o nosso eterno Senhor. Em Cristo, o caráter pode ser restaurado! Revista Ensinador Cristão nº70

Com base em sua presciência e propósitos, Deus escolhe pessoas para que cumpram seus desígnios.
Na lição deste domingo, estudaremos a respeito do caráter de Jacó. Ele nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão primogênito e recebeu o nome de “enganador”. Todavia, Deus em seus desígnios já o havia escolhido e revelado aos seus pais que o primogênito serviria ao caçula. Jacó fez jus ao seu nome ao comprar a primogenitura de seu irmão e ao mentir e enganar seu pai. Seu engano e mentira levaram-no para longe de casa e fez com que ele também fosse enganado por seu tio Labão. Mas Jacó teve um encontro com Deus e foi transformado por Ele. Todo encontro com Deus é transformador. Ninguém sai da presença do Pai da mesma maneira que entrou. Atualmente, muitos apenas ouviram falar a respeito de Deus, mas na verdade nunca tiveram um encontro real e pessoal com Ele. Somente Deus, o Criador, pode transformar o nosso verdadeiro “eu”.


SUBSÍDIO
JACÓ - Em hebraico, o nome ya‘aqob significa '‘apanhador de calcanhar", “malandro” ou “suplantador”. No sul da Arábia e na Etiópia, a palavra significa “que Deus proteja" e vem do verbo ‘aqaba, “guardar”, “cuidar'”, ou “proteger”. A raiz ‘aqab é uma palavra semita geral que ocorre nos nomes árabes pessoais, em inscrições acádias e aramaicas, assim como nos idiomas siríaco e palmireno. O substantivo que significa “calcanhar” ocorre em hebraico {‘aqeb), aramaico, siríaco, árabe, ugarítico e acádio. O nome de Jacó era, assim, um antigo membro da onomástica do Oriente ao invés de um nome unicamente bíblico.
JACO - O patriarca. O filho gêmeo mais novo de Isaque e Rebeca; mais tarde chamado de Israel. (Dicionário Bíblico Wiclyffe pg.1004)

O uso do termo “Jacó” nas Escrituras.
O nome “Jacó” é mencionado muitas vezes na Bíblia Sagrada. “Jacó” é retratado como um indivíduo marcado, como um filho favorecido (Ml 1.2; Rm 9.10-13), um herdeiro da promessa divina (cf. Hb 11.9), e um homem abençoado (Hb 11.20,21). Como o terceiro patriarca notável, Jacó é frequentemente ligado a Abraão e Isaque. E assim, o nome do Deus dos três renomados e célebres patriarcas é El Shaddai (Ex 6.3) e Yahweh (Ex 3.6,15), aquele que é fiel à sua aliança (Ex 2.24; 32.13; Dt 29.12), e aquele que se compadece de Israel (2 Rs 13,23). Os patriarcas judeus habitam com Ele (Mc 12,26,27), e sentam-se à sua mesa, em seu reino celestial (Mt 8.11). O portador do nome da nação de Israel, Jacó, aparece frequentemente nas Escrituras. Israel é a “casa de Jacó” (Lc 1.33); o seu Deus é o “Rei de Jacó” (Is 41.21); o Templo do Senhor Deus é a habitação do Deus de Jacó (At 7.46). A figura de Jacó (Israel) é compendiada no título “servo do Senhor” (Is 41.8; 44.1,2,21; 48.20; 49.3), de quem o Messias era o cumprimento (Is 42.1-7; 49.1-10; 50.4­ 9; 52.13-53.12; Mt 8.17; 12.15-21; Mc 10.45; Lc 2.30-32; At 3.13,26; 4.27,30; 8.30-35; 1 Pe 2,21-25). (leia mais em Dicionário Bíblico Wiclyffe pg 1007,1008)

INTRODUÇÃO

Isaque teve dois filhos gêmeos. Esaú tinha uma inclinação para o campo, para vida pastoril e também para a caça. Jacó, ao contrário, pelo seu temperamento e por sua personalidade, voltou-se para vida doméstica. Logo revelou ter um caráter oportunista e usurpador, que o levou a enganar o pai com apoio da mãe. As consequências foram duras em sua vida. O que plantou, colheu com grande sofrimento. Mas a misericórdia de Deus o alcançou e o Senhor o escolheu para ser o pai das doze tribos de Israel.


I. QUEM ERA JACÓ

1. O filho mais novo de Isaque.
Seu nome, em hebraico, é Yakoov e significa “Deus protege”. Ele integra a lista dos três patriarcas hebreus, que marcaram a história de Israel: Abraão, Isaque e Jacó. Sua história foi pontilhada de episódios dramáticos desde o seu nascimento. Deus ouviu as orações de Isaque, pois Rebeca era estéril (Gn 25.21). O texto diz que, no ventre, havia uma luta entre os bebês (Gn 25.22). Jacó nasceu agarrado ao calcanhar do seu irmão. Diante disso, o seu nome passou a ter o significado de “aquele que segura pelo calcanhar” ou “suplantador”.

2. O preferido de sua mãe.
Isaque tinha preferência por Esaú, por que gostava da caça. Mas Rebeca amava mais Jacó, por ser “varão simples, habitando em tendas” (Gn 25.27,28). Quando Isaque quis dar a bênção a Esaú, o primogênito (Gn 27.1-5), Rebeca, numa demonstração clara do seu caráter astucioso, chamou Jacó e o induziu a enganar seu pai (Gn 27.11,12,14,15). Enganado, Isaque abençoou Jacó (Gn 27.27-29). Ao retornar da caça, Esaú descobriu que seu irmão tomara sua bênção. Desesperado, recebeu do pai uma bênção menor (Gn 27.39,40). Cheio de ódio, planejou matar seu irmão (Gn 27.41). Jacó teve que fugir ameaçado por Esaú. Isaque percebeu que Deus tinha um plano na vida de Jacó, e o despediu com uma bênção profética de grande significado (Gn 28.1-4).

3. O preferido de Deus.
A escolha de Jacó é um caso especial de presciência divina face aos desígnios de Deus. Deus não tem filhos privilegiados, nem escolhe uns para a salvação e outros para a condenação, pois tal atitude contrariaria frontalmente o seu caráter santo, justo e bom. Seria uma terrível discriminação por parte de Deus que condena quem faz acepção de pessoas (Tg 2.9; 1Pe 1.17). Mas, em sua soberania, em casos especiais, Ele escolhe pessoas para serem instrumentos de sua vontade diretiva. Jacó foi um desses escolhidos, ainda no ventre (Rm 9.9-13).


II. A DIREÇÃO DE DEUS NA VIDA DE JACÓ

1. A visão da escada que tocava o céu.
Em sua fuga, no meio do deserto, Jacó teve um sonho dado por Deus. Ele viu uma escada posta na terra, cujo topo tocava nos céus, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela. E Deus reiterou a bênção que lhe prometera (Gn 28.13-15). Deus não aprovou seus arranjos e enganos, mas também não retirou a bênção prometida a seus pais. Naquela noite, ele descobriu a presença de Deus, que se apresentou como o Deus de Abraão e de Isaque. Ele ouviu Deus reiterar suas promessas e descobriu que onde Deus está, ali é sua casa, “a porta dos céus” (Gn 28.13-17).

2. A coluna em Betel.
Jacó não buscou a Deus, mas Deus o buscou, e se revelou como o Deus de seus pais. Uma prova do quanto a graça de Deus é profunda. Sem dúvida alguma, a história de Jacó se divide em dois períodos. Antes de Deus encontrá-lo e depois daquele encontro especial. Tão impactante na sua vida foi aquele episódio, que ele chamou aquele lugar deserto de Betel, que significa “Casa de Deus”. Ali, naquela madrugada, Jacó ouviu Deus lhe falar; sentiu a presença divina e teve uma mudança extraordinária em sua vida.

Depois de deixar a casa dos seus pais, Jacó buscou a direção de Deus para sua vida.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
“Jacó fazia tudo, o certo e o errado, com grande zelo. Ele enganou seu próprio irmão Esaú, e seu pai, Isaque. Ele lutou com Deus, e trabalhou catorze anos para se casar com a mulher que amava. Por intermédio de Jacó, aprendemos como um forte líder pode, também, ser um servo. Também vemos como ações erradas sempre voltam para nos perturbar.
Depois de enganar Esaú, Jacó correu para salvar sua vida, viajando mais de 640 quilômetros até Harã, onde vivia seu tio, Labão. Pelo caminho, ele recebeu uma mensagem do Senhor, em um sonho, e deu a esse lugar o nome de Betel. Em Harã, Jacó se casou e iniciou uma família”(Extraído de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. RJ: CPAD, p.58).

Reproduza o mapa abaixo para mostrar aos alunos a rota feita por Jacó até Padã-Ara.



III. ASPECTOS DO CARÁTER DE JACÓ

1. Antes do seu encontro com Deus.
Até o encontro com Deus em Betel, ele era apenas um “homem natural”, ou carnal (1Co 2.14). Naquela fase de sua vida, podemos ver alguns aspectos negativos de seu caráter.

a) Oportunista e egoísta. Quando seu irmão chegou com fome e lhe pediu para comer do seu guisado, ele poderia ter-lhe oferecido de sua comida, compartilhando sua refeição. Mas, numa prova de oportunismo e ambição, disse logo: “Vende-me hoje a tua primogenitura” (Gn 25.31).

b) Interesseiro e calculista. Jacó era frio, calculista e de temperamento fleumático. Além de propor a troca da primogenitura ao irmão, exigiu que Esaú fizesse um juramento que lhe garantisse que a troca seria respeitada por toda a vida: “Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó” (Gn 25.33; Hb 12.16). Ele só esquecia uma coisa. O que ele estava plantando em sua juventude haveria de colher mais tarde (Gl 6.7). Em proporção muito maior.

c) Mentiroso e enganador. Com seu caráter fraco e leniente, concordou com a sua mãe em enganar o velho pai. Ao chegar à presença de Isaque, mentiu três vezes. Este perguntou: “Quem és tu, meu filho?”. Ele disse que era Esaú (Gn 27.19). A primeira mentira. Indagado porque chegara tão rápido com a caça, mentiu a segunda vez, dizendo: “Porque o Senhor, teu Deus, a mandou ao meu encontro” (Gn 27.20). Ao abraçar Jacó, Isaque repetiu que era Esaú — “Eu sou” (Gn 27.24). Mentiu pela terceira vez.

2. Depois do seu encontro com Deus.
Observe a transformação no caráter de Jacó:

a) Um caráter agradecido. Jacó passou a ver as coisas numa perspectiva espiritual de um novo relacionamento com Deus, e lhe fez um voto, dizendo que se Deus não lhe deixasse faltar nada, levantaria um altar e daria o dízimo “de tudo” (Gn 28.20-22). Neste fato, vemos que Jacó tinha consciência do valor do dízimo, como expressão sincera de gratidão a Deus, a exemplo do que fizera seu avô, Abraão, perante Melquisedeque (Gn 14.18-20). Ele não prometeu dar o dízimo do que lhe sobrasse (da “renda líquida”), mas “de tudo” como seu avô fizera (Hb 7.2).

b) Um caráter esforçado e sofredor. Ao chegar à casa de Labão, seu tio, revelou-se um homem trabalhador. Ali, começou a colher o que semeara em engano e mentira. Na “lua de mel”, foi enganado pelo sogro. Em lugar de casar com Raquel, teve de casar com Leia. Só depois, casou com sua amada, e para tanto, trabalhou “outros sete anos” (Gn 29.21-30). Não foi apenas esse o preço que Jacó teve que pagar por sua vida de enganos e mentiras. Labão mudou o seu salário dez vezes, durante vinte anos (Gn 31.7). O que o homem semeia, isso é o que colhe (Gl 6.7).

c) Um homem na direção de Deus. Depois de ser enganado pelo sogro, Jacó reuniu sua família e fugiu de Harã. Mas não o fez apenas por medo do sogro. Sua saída de Harã foi por direção de Deus (Gn 31.3,13). Desse modo, Jacó empreendeu a fuga com a família, e logo foi perseguido pelo sogro. Este não pôde lhe fazer mal, porque Deus entrou em ação e lhe determinou que não falasse com Jacó “nem bem nem mal” (Gn 31.24).

3. No seu encontro com Esaú.
Ao se aproximar de Seir, onde seu irmão vivia, Jacó enviou mensageiros a Esaú, anunciando seu retorno. Os mensageiros voltaram e disseram que Esaú vinha ao seu encontro com quatrocentos homens. Jacó temeu grandemente (Gn 32.7-12). Mas, no Vale do Jaboque, teve um encontro que marcou o resto da sua vida. Seu nome foi mudado para Israel, e viu Deus “face a face” (Gn 32.22-30). Ao encontrar Esaú, reconciliou-se com ele e o abraçou com perdão e amor.

Antes de ter um encontro com Deus Jacó era oportunista, mentiroso e enganador.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o esquema abaixo no quadro. Utilize-o para enfatizar as características de Jacó antes do seu encontro com Deus e depois. Ressalte que somente Deus pode mudar o nosso caráter.




CONCLUSÃO

Em suas experiências com Deus, vemos que Jacó teve seu caráter transformado. De oportunista e enganador, passou a ser humilde, sofredor, paciente, longânimo, altruísta. Foi pela sua paciência e graça que Deus escolheu Jacó, em lugar de Esaú. Quando damos lugar ao Espírito Santo, Ele nos transforma radicalmente o caráter.



Fonte: Lições Bíblicas CPAD - 2º trim.2017 adultos - O Caráter do Cristão - Moldado pela Palavra de Deus e provado como ouro - Elinaldo Renovato de Lima
Dicionário Bíblico Wycliffe
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD


Via: Aqui eu Aprendi!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

A Igreja Brasileira não prioriza a obra missionária”, diz pastor que atua na África

Em entrevista ao Guiame, o pastor Elias Caetano, diretor da Missão Mãos Estendidas, fala sobre a realidade do campo missionário na África.

O continente africano é caracterizado por ambientes extremos — alguns países são marcados por conflitos, perseguição religiosa e situações de miséria.

Enquanto isso, organizações missionárias do mundo inteiro reúnem esforços para impactar esse contexto, como é o caso da Missão Mãos Estendidas, que há mais de 17 anos atua em países como Moçambique, Malawi, Zimbabwe e Zâmbia.

Segundo o diretor da organização, o pastor Elias Marcelo Caetano, um dos maiores desafios para os missionários na África é romper as crenças milenares enraizadas no povo com a Palavra de Deus.

“É preciso que seja levado um forte ensino nesses lugares — ainda mais em locais remotos que não têm contato com tecnologia. Eles vivem daquilo que é passado por via oral”, disse ele em entrevista ao Guiame. “Um dos grandes desafios é fazer eles entenderem e se aprofundarem no Evangelho de Jesus”.

Tribo Maliri durante momento de adoração, no Malawi. (Foto: Divulgação/Missão Mãos Estendidas)

Segundo o pastor, o misticismo religioso é algo muito comum na África. “Há uma mistura de crenças, então a gente tem esse desafio de ensinar. O grande desafio não é ver pessoas aceitando Jesus, mas ver pessoas se tornando discípulos. Assim como elas aceitam a Jesus, elas podem aceitar outras coisas que se pregue para elas”.

Crescimento do islamismo

O islamismo é a religião que mais cresce no mundo e tende a ultrapassar o cristianismo em número de fiéis em 2050, segundo um estudo do Pew Research Center feito em 2015.

A religião muçulmana é predominante em muitas partes da África e Europa, onde a Missão Mãos Estendidas também atua. Enquanto os dados chocam o contexto religioso, Elias acredita que o aumento do islamismo resultar em um despertamento da comunidade cristã.

“Como Igreja, temos que ter um poder de reação em todas essas situações. É hora da Igreja se manifestar e entender que as portas do inferno não prevalecem contra o corpo do Senhor”, disse o pastor. “Não acredito que o Evangelho vá deixar de progredir, pelo contrário. Vejo que é momento da manifestação do Reino de Deus de uma forma mais eficaz”.


Elias ao lado de um pastor nativo, em frente a igreja construída em uma aldeia africana. (Foto: Divulgação/Missão Mãos Estendidas)

Elias observa que se fala muito sobre as coisas ruins em relação ao Evangelho na Europa, mas muitas coisas boas estão acontecendo na região. “Há focos de igrejas avivadas, igrejas exponenciais que têm feito a diferença e estão ganhando almas para Deus, igrejas que estão hoje focadas no alcance de refugiados de países islâmicos”.

Apoio da igreja brasileira

“A igreja brasileira já priorizou mais as obras missionárias”, avalia Elias, que já teve a oportunidade de conhecer igrejas em todas as regiões do Brasil e diz que não se sente animado com o foco das denominações evangélicas.

Elias concorda que o contexto de missões vai além de um campo missionário em outro país, mas acredita que esse princípio não deve ser limitado.

“A gente tem que pensar na conquista da nossa cidade, estado ou nação, mas o ‘ide’ é para todo mundo. É necessário que haja um despertamento maior e que a Igreja Brasileira priorize mais o princípio de missões transculturais”, afirmou.

Atualmente, a Missão Mãos Estendidas apoia cerca de 250 igrejas e 250 pastores nativos na África. Para contribuir financeiramente com o projeto, basta enviar doações para a Associação Missionária Jeovah Jireh, no seguinte destino: Banco Bradesco | Agência: 2030-3 (Biguaçu-SC) | Conta Corrente: 10595-3 | CNPJ: 07.308.574/0001-70.


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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Espanha: Uma igreja missionária na Espanha


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Dos 35 anos na Junta de Missões Mundiais, os últimos 13 o Pr. Elton Rangel dedicou à igreja de Sevilha, na Espanha; uma cidade com mais de 2.300 anos e 1 milhão de habitantes. Esta é a igreja em que ele está há mais tempo. “Deus revela e estabelece as pautas. É Ele quem tem os projetos para a nossa vida e ministério”, diz o pastor.
O trabalho para cobrir a Espanha com a Mensagem de Jesus é árduo, já que dos 8.112 municípios espanhóis, apenas 625 têm trabalhos evangélicos. Os demais são alcançados através de programas de rádio e TV. A partir do mapeamento de Sevilha, a igreja já plantou duas outras (uma tem 63 membros e a outra 53) e pretende plantar mais uma igreja filha até o fim deste ano. Além disso, mais quatro missões estão sendo preparadas para 2011.
O trabalho conta com a ajuda de obreiros da terra e voluntários.



Um deles é um médico cubano que dedica
boa parte do seu tempo à juventude, através do Projeto Geração Maranata, da fundaçãoPasión y Compromiso, cujo propósito é fomentar os princípios cristãos na Espanha e no resto do mundo por meio do apoio de pessoas e entidades, do ensino e da ajuda social e assistencial. “Ela é um braço da JMM na Espanha”, disse o Pr. Elton Rangel.

Para o Pr. Elton uma das características fundamentais de uma igreja deve ser o seu envolvimento com o lugar em que está inserida. A igreja de Sevilha atende cerca de mil pessoas por mês com trabalhos sociais e educativos. Para o pastor, a igreja precisa se tornar essencial à vida da sociedade. “Hoje nós recebemos tantas doações de vizinhos que temos condições de transferir uma parte à África”, revela o Pr. Elton.

Outra característica que o pastor julga essencial à igreja é sua visão missionária, a capacidade de ver as necessidades além de suas fronteiras. Segundo o pastor, quanto mais a igreja investe em missões, mais êxito alcança. Desde que decidiu investir, em média, 80% de sua receita em missões, a igreja de Sevilha experimenta uma ascensão constante. Hoje seu templo tem cerca de 3.000 m² de área construída.

Ele crê ser possível fazer nossas igrejas influenciarem outras, como é o caso da igreja de Sevilha, que mantém convênio com igrejas em Portugal, na Espanha e na Itália.

“Não temos mais tempo. Todos os acontecimentos mundiais indicam que Jesus regressará a qualquer momento para levar o seu povo. Precisamos cumprir a missão, que é pregar o Evangelho a toda criatura”, finaliza. 
da JMM

Nota do Blog.: tive o privilégio de ter o Pastor Elton Rangel como Pastor, Quando ele pastoreava a Pib Moça Bonita, com ele, aprendi a amar a obra Missionária, suas pregações, nunca saíram de minha memória,  pois prega com um profundo amor pelas almas, seus apelos missionários estão até hoje ecoando em meu coração, me lembro do projeto CEM - Centro de Expansão Missionária, que ele criou quando estava em Moça Bonita, um homem com uma visão missionária incrível e um amor pelas almas notável, grande homem de DEUS, posso imaginar o quanto DEUS tem usado este servo abençoado dele na Espanha, minha oração  é para que o SENHOR continue usando grandemente o pastor Elton e levante outros como ele, incansável, na missão de levar o Ide de nosso SENHOR até os confins da terra!!

    DEUS ABENÇOE A TODOS!!

Como ser um missionário?


Se realmente lemos a Bíblia e queremos levá-la a sério, não podemos negligenciar a obra missionária ou tratá-la como uma moderna invenção com propósito único de crescimento da denominação, nem tampouco como mais um departamento da Igreja, cuja responsabilidade recai sobre os ombros de uma pequena equipe.
Missões é uma das principais razões para a existência da Igreja, os povos perdidos jamais conhecerão as grandezas de Deus se não for através da Obra Missionária.
Certa vez, ao ouvir um índio, caído aos pés da cruz, chorando, confessando seus pecados e recebendo a Jesus em seu coração, arrependendo-se de todas as suas maldades e assumindo o compromisso de viver uma vida totalmente livre de violências, maldades e mentiras, lembro-me de ter pensado: nenhum governo faz isso, nenhuma instituição tem esse poder, nada na terra poderia produzir tais resultados. Só Jesus faz isso.
Missões é um projeto arquitetado pelo Criador do universo e não pode ser executado de qualquer maneira. A obra missionária é uma obra excelente e para executá-la é necessário um homem excelente, uma equipe excelente e uma igreja excelente. O missionário pode ter uma personalidade atraente, muitos talentos e qualidades especiais, mas se não for realmente convertido e não tiver intimidade com Deus, os resultados do seu trabalho perecerão.
Antes da entrega ao Deus das missões é necessário o candidato ter em mente que não está assumindo uma tarefa qualquer, para agradar um homem qualquer, sua decisão também, jamais, poderá ser tomada com o coração voltado para as recompensas financeiras ou honras ministeriais. A entrega deve ser feita ao próprio Deus das missões, é quando tomamos a decisão de submetermos nosso corpo, nosso coração e nossa mente ao absoluto senhorio de Cristo para nos dedicar inteiramente ao seu serviço.
Ninguém deve tornar-se missionário por nenhuma outra razão, a não ser essa: o desejo de se dedicar totalmente ao senhorio e ao serviço de Cristo. Não devemos fazer missões por dinheiro, sucesso ou nada que esse mundo possa oferecer, assim nada nos desviará do cumprimento da tarefa. Tudo por Ele e para Ele. É exatamente assim que deve funcionar.
A entrega a missões vai além da entrega à denominação ou ao ministério, vai além do compromisso firmado com o homem, a entrega é ao Cordeiro, então, se todos falharem, se o recurso não vir, se a porta não se abrir, não importa, continua-se fiel a Ele, continua-se compromissado com Ele, leva-se a missão até o fim por amor a Ele.
Foi esse sentimento que me sustentou nos anos que passei vivendo nas densas selvas amazônicas, trabalhando com indígenas e ribeirinhos, longe da família e dos amigos. Às vezes, faltava tudo, não havia recursos, não havia comida, não havia segurança, não havia companhia, mas a certeza estava lá: eu não estava sozinha, meu amado Senhor estava comigo, aquele lugar era o melhor do mundo.
É difícil muitas vezes entender, que o trabalho missionário não é um trabalho glamoroso, ele envolve tarefas e responsabilidades diárias, muitas vezes o esforço é repetitivo e os resultados são poucos e inexpressivos. Por isso muitos missionários estão decepcionados e frustrados em seus campos de trabalho porque se equivocaram quanto a sua real vocação. Foram para o campo missionário almejando coisas grandes e agora tem que se conformar com tarefas simples e rotineiras.
Muitos sonhavam com capas de revistas, entrevistas, programas de rádio e televisão, congregações enormes e uma multidão de congregados, mas... a realidade mostra-se diferente, congregação pequena e problemática, muitas renúncias, pouco conforto, trabalho pesado e resultados que não impressionam a ninguém. Mas, quando a chamada missionária é verdadeira, suporta-se tudo. Cada situação difícil é encarada como uma incrível oportunidade de crescimento pessoal e glória para o nome de Jesus, o sofrimento é vivido com o prazer de um servo que tem a honra de sofrer pelo seu amado Senhor.


Kelem Gaspar

Fonte:http://missionariakelem.blogspot.com.br

terça-feira, 25 de abril de 2017

Líderes cristãos mexicanos correm risco de vida




Esse ano, o número de assassinatos e sequestros de cristãos aumentou, porque as igrejas envolvidas em trabalhos sociais parecem ser uma ameaça aos interesses do crime organizado
Recentemente, recebemos a notícia da morte do líder cristão indígena, Felipe Altamirano Carrillo, no Estado de Nayarit. A declaração oficial não mencionou quem eram os assassinos. Infelizmente, os líderes da igreja no país têm sido alvo comum de perseguição e ameaças de organizações criminosas. De acordo com os relatórios, Alejandro Solandine, outro líder, vem recebendo ameaças de morte por suas críticas ao governo. Oscar López Navarro, também líder da igreja no México, foi sequestrado e as negociações com os sequestradores ainda estão em andamento.

Devido à inatividade do governo nesses casos, a impunidade tem fortalecido as ações criminosas. Só no Estado de Guerrero, em média, 170 pessoas são mortas mensalmente devido à violência. Para defender a igreja, um outro líder cristão, Salvador Rangel Mendoza, iniciou pessoalmente uma rodada de negociações com os responsáveis pelo mundo do crime, conforme informações locais. “Esse ano, o número de assassinatos e sequestros de cristãos aumentou, porque as igrejas envolvidas em trabalhos sociais parecem ser uma ameaça aos interesses do crime organizado”, comenta uma das colaboradoras da Portas Abertas.

“Infelizmente, observamos a violência contra o trabalho pastoral nos últimos quatro anos. Foram 17 ataques contra líderes cristãos, relatados no atual governo e mais de 80% dos casos ficaram impunes, uma vez que não são oficialmente classificados como casos de intolerância religiosa, mas simplesmente como sendo o ‘resultado de problemas pessoais’, termo que tem sido usado como um álibi para que as autoridades ignorem a realidade”, diz a colaboradora. Ore pela igreja no México.

Leia também
Mais um líder cristão mexicano é morto
Uma grande ameaça para a igreja no México

Fonte:
Portas Abertas - Servindo cristaos perseguidos
www.portasabertas.org.br

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO, EM BREVE

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