sábado, 31 de maio de 2014

Templo de Salomão, nova sede da Igreja Universal



O BISPO EDIR MACEDO INVESTIU 685 MILHÕES DE REAIS E COMPROU QUARENTA IMÓVEIS NO BRÁS PARA PÔR DE PÉ A IGREJA QUE TERÁ CAPACIDADE PARA 10 000 PESSOAS E ÁREA CONSTRUÍDA QUATRO VEZES MAIOR QUE A DO SANTUÁRIO DE APARECIDA


Vídeo Exclusivo, vista Aerea do templo no bairro do Brás

30.mai.2014 | Atualizada em 31.mai.2014 por João Batista Jr.

Em 1977, o pastor Edir Macedo começou sua carreira de pregador em cima de um coreto no subúrbio do Rio de Janeiro. Só algum tempo depois conseguiu dinheiro suficiente para alugar o primeiro imóvel da Universal do Reino de Deus, um ponto vago deixado por uma funerária, com capacidade para apenas 100 pessoas.

Passadas quase quatro décadas desde esse início modesto, o autointitulado bispo, dono de uma fortuna pessoal estimada em 1,1 bilhão de dólares, segundo a revista americana Forbes, controla a maior igreja evangélica neopentecostal do país, com 6 500 endereços no Brasil (1 010 dos quais no Estado de São Paulo e 246 na capital), além de outros negócios, a exemplo da TV Record e de uma participação de 49% no Banco Renner.

O grande símbolo desse crescimento vem sendo erguido desde 2010 em um trecho da Avenida Celso Garcia, no Brás. Trata-se do Templo de Salomão, concebido nos mínimos detalhes para ser um novo cartão-postal religioso.



Imagem aérea do suntuoso templo do bispo Edir Macedo (Foto: Repdodução Mario Rodrigues)

+ Templo da Igreja Universal briga para não pagar impostos sobre materiais
+ Construção do bispo Edir Macedo inflaciona o preço de imóveis
Estima-se que a obra tenha consumido 685 milhões de reais em investimentos. Ela possui 100 000 metros quadrados de área construída e é quatro vezes maior que o Santuário Nacional de Aparecida, que perderá nesse quesito o posto de maior espaço religioso do país para a nova sede da Universal.

Os detalhes de acabamento do templo incluem cadeiras trazidas da Espanha para acomodar um público de 10 000 pessoas, mármore rosa italiano e oliveiras importadas de Israel, sem falar da tecnologia embutida.

Entre outras engenhocas, o local terá uma esteira rolante destinada a carregar o dízimo dos fiéis do altar direto para uma sala-cofre, um telão de mais de 20 metros de comprimento e 10 000 lâmpadas de LED instaladas no teto do salão principal, que tem pé-direito de 18 metros.

Quando estiverem funcionando, as luzes formarão desenhos variados, como estrelas. De tão potentes, elas conseguirão iluminar a Bíblia de cada um dos visitantes. As paredes são decoradas por imensas menorás, candelabros de sete braços comuns em sinagogas.







O projeto, que já contou com cerca de 1 800 operários no auge da construção, encontra-se em fase de acabamento. A área construída tem espaço ainda para mais de cinquenta apartamentos, que serão ocupados por pastores, incluindo o que foi preparado para ser anova residência de Edir Macedo.

O bispo fez no ano passado a promessa de só cortar a barba quando tudo estiver pronto, em 31 de julho, data em que ocorrerá a festa de inauguração com a presença da presidente Dilma Rousseff, do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad, entre outras autoridades. Até lá, a política é manter o maior segredo possível. Nos últimos meses, funcionários da Universal circulavam pelo local usando capacete com o logo da igreja, a fim de fiscalizar qualquer tentativa de vazamento de informações.

Os mais de cinquenta fornecedores de materiais e serviços da construção assinaram um contrato de confidencialidade. Nele consta que o acordo seria rompido em caso de divulgação de detalhes do interior do projeto. “Conheço gente que postou foto numa rede social e foi demitida”, conta um dos empresários envolvidos no trabalho. Apesar de todos os cuidados, alguns registros acabaram circulando, como os reproduzidos nesta reportagem.




(Foto: Mario Rodrigues)


Na vasta relação de particularidades suntuosas da igreja, nada supera o altar. Ele tem o formato da Arca da Aliança, descrita na Bíblia como o local em que orei Davi guardou os Dez Mandamentos no primeiro Templo de Salomão, construído no século XI a.C., em Jerusalém.

Edir Macedo mandou revestir toda a estrutura da peça com folhas de ouro. Ao fundo, há um batistério com uma piscina na qual os convertidos poderão entrar vestidos de branco e, então, passar a comungar na cartilha da Universal. Acima, foram instalados 100 metros quadrados de vitrais dourados. Quem estiver na plateia terá a sensação de admirar uma caixa de ouro aberta. Todo o ritual será transmitido por dois telões trazidos da Bélgica, presos nas paredes ao lado do palco.



(Foto:Reprodução)



Foto: Mario Rodrigues)

Ao criar o prédio no Brás, Edir Macedo não pensou em agradar apenas a seu público cativo. De olho nos turistas de religiões variadas, o complexo contempla um museu do Velho Testamento, batizado de Memorial. O local terá um telão, auditório e doze colunas para explicar a origem das doze tribos de Israel. Um jardim com oliveiras importadas de Israel relembra o Monte das Oliveiras, onde Jesus passou sua última noite na Terra antes de ser crucificado.




Edir Macedo e a mulher, Ester: promessa de não cortar as barbas até que as obras sejam finalizadas
(Foto:Reprodução)



A obsessão pelos detalhes fez com que o bispo também importasse de Israel todas as pedras que revestiriam a obra. Foram mais de 40 000 metros quadrados de material trazido de Hebron, a antiga capital do reino de Davi. Trata-se do mesmo revestimento do Muro das Lamentações.

O material da Universal teve um acabamento mais lapidado e menos poroso. Funcionários da obra fizeram suas orações ajoelhados e com as mãos encostadas na parede. É possível que o local se transforme em uma espécie de muro das lamentações paulistano.

O segurança do trabalho Márcio Kohler, de 47 anos, está na construção da igreja do Brás desde 2011. Nesse período, conta ter encontrado nódulos no intestino. “Num primeiro momento fiquei apreensivo, mas passei a meditar nas promessas de Deus”, diz ele, a respeito da suspeita de câncer. Trabalhar na igreja o teria ajudado a se curar sem precisar passar por cirurgia.




Fachada da Universal, na Avenida Celso Gracia, 1989: começo modesto Foto: Juca Rodrigues/ Folha Express






Entre o projeto e a conclusão da obra, mais de 2 000 plantas de engenharia foram desenhadas. Para ganhar espaço suficiente para a execução do negócio, a Universal comprou cerca de quarenta imóveis e terrenos no quarteirão da Avenida Celso Garcia. No começo, pagava uma ninharia (a região é decadente e cheia de sobrados caindo aos pedaços). Mas o interesse da turma de Edir Macedo inflacionou o mercado.

No mês passado, por exemplo, a igreja precisou desembolsar 1,7 milhão de reais por um sobrado de 220 metros quadrados que abrigava um salão de beleza. “Fazia mais de quatro anos que estavam querendo comprar meu espaço”, lembra o ex-proprietário Braulino Pereira.




Rivaldo Moraes, que não topou vender seu apartamento à igreja: "vivo sobe terror ( Foto: Mario Rodrigues











O sonho do momento da Universal é pôr abaixo o Edifício Vidago, na Avenida Celso Garcia, que esconde boa parte da visão do templo para quem passa pela via. A igreja já conseguiu comprar trinta dos quarenta apartamentos do prédio. No começo, pagava 90 000 reais por unidade. Hoje, as negociações não começam por menos de 2 milhões, o milagre da valorização. Pastores ocupam esses imóveis adquiridos.

Como estão em maioria, decidiram trocar o síndico e querem agora instalar um elevador novo (o último foi trocado há apenas cinco meses). “Eles planejam deixar o condomínio caro para tirar quem ainda restou”, acusa o comerciante Rivaldo Cunha de Moraes, dono do apartamento de número 65 há 31 anos.

“Eu vivo sob terror psicológico.” Em março de 2011, segundo ele, cinco vizinhos que não haviam aceitado vender seu imóvel acordaram com um saco de pano vermelho na porta. Dentro de cada um havia uma galinha preta morta.

Na ocasião, os moradores fizeram um boletim de ocorrência no 12º DP, no Pari. Como não conseguiu demolir o prédio, a Universal faz neste momento uma grande reforma para deixá-lo mais bonito para a inauguração da nova sede.





A comerciante Fátima Hajar, dona de um imóvel de dois dormitórios com vista privilegiada para o lugar: "Quero vender o apartamento por 800 000 reais"
(Foto: Mario Rodrigues)



Oficialmente, a Universal diz que a verba para o projeto veio das contribuições dos fiéis, entre elas o dízimo. Nos últimos anos, durante os cultos, os pastores afirmavam aos seguidores que todos eram donos do espaço.

Por isso, colaborações seriam necessárias. Foram vendidos camisetas, canetas, canecas e outros utensílios para arrecadar dinheiro. “Deixei meu apartamento na região da Avenida Paulista para morar aqui no Brás, de frente para a construção, e vê-la ser levantada tijolo por tijolo”, conta Nadir Nunes, que trabalha com eventos.

Ela comprou diversos objetos para ajudar, além de já ter garantido um passe que lhe dará acesso ao templo antes da inauguração oficial — pastores de algumas unidades da Universal têm distribuído vale-entradas aos fiéis mais assíduos, que poderão começar a romaria ao lugar a partir de 20 de julho. “Essa igreja vai trazer muitos turistas para o Brás.” Pensando nisso, a comerciante Fátima Hajar pretende vender seu apartamento de dois dormitórios com vista privilegiada para a nova igreja. “Vou pedir 800 000 reais”, planeja.







Nadir Nunes: ela se mudou da Bela Vista para o Brás para acompanhar a construção da igreja
(Foto:Mario Rodrigues)



O tamanho do projeto tem atraído críticas das alas mais tradicionais de evangélicos. “Para nós, aquilo não tem nenhuma referência espiritual”, afirma Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo. Ele acredita que a obra vai fortalecer os devotos da Universal, pois todos ajudaram na construção e ficarão assim mais unificados.


Malafaia ressalta, no entanto, o risco de ocorrer algo que para os evangélicos é condenável: a adoração. “O povo vai querer ir lá e tocar a pedra vinda de Israel, mas a crendice não faz parte dos evangélicos.


Não adoramos lugares nem pessoas.” Para o professor Rodrigo Franklin de Sousa, especialista em história e arqueologia bíblica do Mackenzie, o gigantismo do empreendimento tem a função principal de atrair fiéis pelo sonho do sucesso. “Por ser grande e ostensivo, passa o recado de ascensão social e profissional”, diz.


Sousa lembra que a estratégia de construir templos enormes existe há séculos entre os católicos e muçulmanos. “No caso do cristianismo e do islamismo, porém, o paraíso se dá depois da morte. Para a Universal, a felicidade e a riqueza espiritual e material ocorrem aqui na terra. Daí ser grande, para provar essa tese.”

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/templo-de-salomao-igreja-universal31/05/14

quinta-feira, 29 de maio de 2014

As igrejas e a política: O manifesto de Tiago




Judson Canto
Lembro-me da euforia — e da polêmica — que tomou conta das Assembleias de Deus na década de 1980, quando a nossa denominação descobriu a política. Nessa época, a filantropia já era organizacional, e, com a eleição de nossos irmãos na fé para os diversos escalões de governo, estávamos felizes por apagar de vez o estigma de instituição alienada. Mas a nossa nova imagem — se é que realmente a conquistamos — não nos eximiu das antigas dúvidas. Afinal, a Igreja tem ou não obrigações sociais? Deve ou não eleger representantes?
Quanto mais penso no assunto, mais me convenço de que nessas questões nos arriscamos a cometer um grande equívoco: o de fazer o que é certo e o que é lícito, mas pelos motivos errados. É também minha convicção que igreja alguma se oriente por programas políticos ou sociais. Contudo, a Bíblia, em Tiago 1.27, apresenta-nos este manifesto: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo”. É por ele que devemos nos guiar.
As obrigações sociais
Por um bom período, a nossa denominação praticamente ignorou as obras de assistência social. A evangelização era a única prioridade e só enxergava as almas perdidas, sem lhes perceber o invólucro — o corpo — faminto ou doente. Éramos puros, cheios de fé e de amor, todavia maculados pela omissão. [Hoje penso que talvez houvesse mais caridade voluntária, porém a denominação não se caracterizava por isso.] Mas quando finalmente removemos a mácula de nossa religião, ficamos expostos à impureza, porque — este é o ponto — a Igreja não pode fazer caridade por obrigação social ou apenas para melhorar a sua imagem. [Acrescento que algumas igrejas fazem caridade como “tática de evangelização”, sem real interesse pela situação da pessoa, exceto no que diz respeito à sua “alma”.]
O manifesto de Tiago tem por base o principal ensino da epístola: as boas obras são o produto natural da fé verdadeira e do amor ao próximo. Se a nossa caridade reflete uma consciência pesada ou resulta de pressões externas, estamos corrompendo a Palavra. Se nos negarmos a socorrer o próximo, a fé que professamos é morta. Desse modo, concluímos que a Igreja não tem “obrigações sociais”, e sim o dever de professar uma fé verdadeira com as suas naturais consequências: as boas obras.
Os representantes
Bem, os motivos de a Igreja estar fazendo caridade podem não ser identificáveis à primeira vista, mas o equívoco, a meu ver, é evidente na questão política. Na época em que “descobrimos” a política, os candidatos brotavam com a ligeireza de certas gramíneas, alastrando-se pelos templos florescentes de cidadania, proclamando-se e sendo proclamados representantes da Igreja. Não discuto a existência de políticos em nosso meio. O que nunca entendi foi a declarada representação.
Ora, representar significa reproduzir. Então, o que estamos pretendendo? Um ramo estatal? Uma mistura de poder espiritual com poder político? A história já nos mostrou que essa combinação é sinônimo de desgraça social e espiritual. É nobre e bíblico desejar a justiça, mas o caminho com certeza não passa pelos pretensos e pretendidos representantes.
Se queremos representantes no poder, é certo que desejamos governar — e mais certo ainda que iremos nos corromper. O motivo? Simples: governar não é missão da Igreja, porque ela acabará se expondo a um bombardeio de tramas e interesses e obrigando-se a concessões que jamais faria como Igreja. Por fim, terá de renunciar ao seu propósito original. E assim um país dirigido pelas Assembleias de Deus — ou pelos seus representantes — não garantirá uma sociedade mais justa. Na verdade, não será melhor que um governo oficialmente católico nem mais desejável que um Estado muçulmano.
A Igreja deve ser o sal da terra, além de ela mesma “guardar-se da corrupção do mundo”, como refere o manifesto de Tiago. Claro, é lícito a Igreja dar o seu voto de confiança a membros vocacionados para a política. Mas parece que nem isso sabemos fazer. Depois da última eleição, vários deputados federais evangélicos apareceram numa lista negra acusados de atos políticos reprováveis. E eles ainda nem haviam assumido! Ou seja, nosso sal foi “pisado pelos homens” mesmo antes de tocar o solo brasiliense.
Possamos nós, com a graça de Deus, simplesmente continuar como Igreja!
Publicado pela primeira vez no Mensageiro da Paz, no final da década de 1990.



Fonte: http://arsenaldocrente.blogspot.com.br/2014/05/as-igrejas-e-politica-o-manifesto-de.html

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Seja nosso parceiro ! kelem Gaspar



Ajude os trabalhos evangelísticos e missionários desenvolvidos pelo projeto Campos Brancos aqui em Maracanã. Estamos atendendo 82 crianças diariamente na creche escola missionária Peniel e isso sem nenhuma ajuda pública, só pela fé. Também temos as nossas quatro alunas internas no curso de missões, quatro missionárias jovens que tem dedicado suas vidas ao Senhor. Estamos abrindo respectivamente o trabalho missionário em duas comunidades ribeirinhas. Os desafios são enormes.
Que tal ajudar? Não podemos recompensar, mas nos comprometemos a orar por você.
Mande sua oferta para Banco do Brasil, ag 1436-2. Conta 6993-0 ou Bradesco, Ag 0697, conta 523.164-7.
Você também pode vir aqui ou mandar pelo correio alguma ajuda. Precisamos de material de higiene, material escolar, roupas e calçados, roupas de cama e toalhas, livros evangélicos, material de escritório, alimentos não perecíveis ou qualquer outra coisa que Deus colocar no seu coração.
Se cada um fizer a sua parte, todas as necessidades serão supridas.
Nosso Endereço: PA 127, km 39, Ramal caiacá, 0. Maracanã-PA. 68710-000.
Qualquer dúvida, telefone, terei o maior prazer em atender. (91) 96321640. kelem Gaspar.






















Fonte: http://missionariakelem.blogspot.com.br/2014/05/seja-nosso-parceiro.html

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Filipinas: seis meses após o Tufão

MSF permanece no país, mas reduz atividades


© Juan Anibal Ordenes Vera/MSF

8 de maio de 2014 - Seis meses depois de o tufão Haiyan atingir as Filipinas, equipes da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) ofereceram cuidados de emergência e atendimento a problemas de saúde rotineiros em hospitais e clínicas móveis, distribuíram água limpa e ajudaram no reparo de redes de esgoto e centros de saúde em algumas das regiões mais afetadas.

Na medida em que os esforços voltados para a reconstrução tiveram continuidade, MSF se retirou de áreas onde sua assistência não é mais necessária e permaneceu em locais onde o sistema de saúde ainda não se recuperou.
“Todos os dias, você vê as coisas mudando em Guiuan”, afirma Laurence de Barros-Duchene, coordenador de emergência de MSF na cidade, uma das primeiras regiões a serem atingidas pelo tufão. “As estradas foram liberadas, a energia elétrica e o suprimento de água foram restabelecidos e para onde quer que você olhe, você vê pessoas reconstruindo suas casas.”

Em Guiuan, MSF está prestando suporte ao hospital de 50 leitos que oferece cuidados de saúde a cerca de 11 mil pessoas. O hospital foi construído para substituir um hospital distrital que foi completamente destruído pelo tufão, sem possibilidade de reparo. A equipe do hospital é composta, principalmente, por profissionais filipinos; um cirurgião, um anestesista e 12 enfermeiros locais são de MSF. A organização contribui também com a expertise necessária para manter o hospital em funcionamento, que envolve o suprimento de eletricidade, água, medicamentos e equipamentos.

“Mesmo que as coisas estejam voltando ao normal, ainda estamos tratando alguns casos complicados”, diz Evangeline Cua, cirurgiã de MSF. “Recentemente, tratei um garoto com osteomielite crônica, que é uma inflamação nos ossos. Antes do tratamento, ele estava mancando e com dores constantes. Depois da cirurgia e com os cuidados em andamento, ele agora está andando.”

MSF também começou a construção de um hospital pré-fabricado em Guiuan, que vai permitir a retirada dos pacientes das tendas, que são inadequadas para a estação chuvosa, até que um hospital permanente seja estruturado. O hospital, projetado para durar até cinco anos, vai oferecer cuidados de saúde materna e cirurgia, além de serviços de internação e ambulatoriais. A previsão é de que esteja pronto em junho, quando MSF deixará Guiuan, repassando o hospital para ser administrado pelo Ministério da Saúde.

A organização também está reparando as redes de esgoto e de suprimento de água e os trabalhos devem ser concluídos até o final de maio. Com a proximidade da estação chuvosa, as equipes de MSF estão concentradas, também, na prevenção de um potencial surto de dengue, doença transmitida por mosquitos.

“As pessoas que perderam seus empregos devido ao tufão, ou as famílias que perderam aqueles que as sustentavam, estão vivendo em condições difíceis e nem sempre têm acesso aos cuidados de saúde de que precisam”, afirma Akiko Matsumoto, coordenadora médica-adjunta de MSF. “Embora possamos fazer pouco, esperamos, ao menos, oferecer às pessoas a sensação de segurança de que as mulheres podem dar à luz de forma segura e gratuita.”

Na província de Leyte, que foi fortemente atingida pelo tufão, as necessidades médicas migraram de cuidados de emergência para o tratamento de doenças crônicas e saúde materna. MSF está agora prestando suporte à reconstrução do hospital provincial de Leyte, um centro de referência para mulheres que enfrentam complicações durante o parto. Além de reparar o prédio do hospital, a organização está reforçando a equipe de saúde com o objetivo de restaurar por completo a oferta de serviços de saúde materna, incluindo cesarianas.

“No momento, o número de instalações de saúde que podem atender partos de alto risco é limitado. E é por essa razão que MSF vai concentrar esforços nos cuidados de saúde materna e neonatal nos próximos meses”, conta Axelle de La Motte, responsável pelo programa de MSF.

O hospital inflável de MSF em Tacloban e o hospital em tendas em Tanauan, próximo dali, foram fechados depois de uma queda na procura por serviços e da melhoria na capacidade dos serviços de saúde locais.

Fonte:
 
http://www.msf.org.br/

sábado, 24 de maio de 2014

DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA

DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA

25 de maio é o dia em que mais de cinco mil igrejas espalhadas por todo Brasil e outros países estarão em oração pela Igreja Perseguida. Através do DIP, ajude-nos a mobilizar mais cristãos nessa causa. Pastores e líderes africanos esperam por nós

Fonte: http://www.domingodaigrejaperseguida.org.br/

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO, EM BREVE

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