segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Feridos pela igreja, sarados na igreja

A Igreja com frequência nos fere profundamente. Pessoas com autoridade religiosa normalmente nos ferem através de suas palavras, atitudes e exigências. Precisamente porque nossa religião nos coloca em contato com questões de vida e morte, nossa sensibilidade religiosa pode ser facilmente ferida. Ministros e pastores raramente se dão conta de como um comentário crítico, um gesto de rejeição, ou um ato de impaciência pode ser relembrado durante uma vida inteira por aqueles a quem eles foram direcionados.

Existe uma fome tão grande por significado na vida, por conforto e consolação, por perdão e reconciliação, por restauração e cura, que qualquer pessoa com alguma autoridade na Igreja deveria constantemente ser lembrada que a melhor palavra para caracterizar a autoridade religiosa é compaixão. Continuemos a olhar para Jesus, cuja autoridade foi expressa em compaixão.

[…] Quando somos feridos pela Igreja, nossa tentação é rejeitá-la. mas quando rejeitamos a Igreja, torna-se muito difícil permanecer em contato com o Cristo vivo. Quando dizemos: “Eu amo a Jesus, mas odeio a Igreja”, acabamos não apenas perdendo a Igreja, mas também a Jesus. O desafio é o de perdoar a Igreja. Este desafio é especialmente grande porque a Igreja frequentemente nos pede perdão, ainda que extra-oficialmente. Mas a Igreja, como uma organização humana e falível, precisa de nosso perdão na mesma medida em que a Igreja, na forma do Cristo vivo entre nós, continua a nos oferecer perdão.

É importante pensar na Igreja não como algo que se encontra “lá fora”, mas como uma comunidade de pessoas fracas, cheias de conflitos, da qual somos parte e na qual nos encontramos mutuamente com nosso Senhor e Redentor.



Tradução: Jonathan Menezes em Escrever é transgredir
Fonte: Henri J. M. Nouwen em Bread for the journey

Forbes lista cinco pastores mais ricos do Brasil

Edir Macedo tem fortuna de quase de R$ 2 bilhões. Será que ele esqueceu do que Jesus disse: "é mais fácil um camêlo passar por um buraco da agulha do que um rico entrar no reino do céu"?


A religião sempre foi um negócio rentável, inclusive no Brasil. Ainda que no País a maioria se considere católica, com aproximadamente 123,2 milhões de pessoas, um pregador evangélico pode ganhar muito com seus seguidores Brasil afora.

O número de evangélicos protestantes no País subiu de 15,4% para 22,2% em apenas uma década. Quem ganha com isso? Segundo a Forbes, os pastores evangélicos.

A publicação americana levantou o patrimônio dos principais pastores evangélicos brasileiros e fez uma lista dos cinco mais ricos do País. Veja abaixo:

1. Edir Macedo
 O fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, que também tem templos nos Estados Unidos, é de longe o pastor mais rico no Brasil, com um patrimônio líquido estimado pela Forbes de US$ 950 milhões, ou cerca de R$ 1,9 bilhão.

Macedo é escritor evangélico e já vendeu mais de 10 milhões de livros, todos ligado à religião. Seu grande investimento, porém, foi realizado na década de 80, quando adiquiriu o controle da emissora de televisão Rede Record, atualmente a segunda maior emissora do Brasil. Seus outros bens, segundo a Forbes, seria o jornal Folha Universal, o canal de notícias Record News, empresas do ramo musical, entre outros.

2. Valdemiro Santiago
Após ter sido expulso da Igreja Universal do Reino de Deus, por algum desentendimento com Macedo, Santiago fundou sua própria igreja, chamada Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem mais de 900 mil seguidores e 4 mil templos. Segundo estimativa da Forbes, seu patrimônio líquido é de US$ 220 milhões, ou aproximadamente R$ 440 milhões.

3. Silas Malafaia
Líder da Assembléia de Deus, maior igreja pentecostal do Brasil. O pastor está constantemente
 envolvido em escândalos relacionados à comunidade gay. "Ele é defensor de uma lei que poderia classificar o homossexualismo como uma doença e é uma figura proeminente no Twitter, onde tem mais de 440 mil seguidores", disse a publicação.

A Forbes estima que sua fortuna esteja em US$ 150 milhões, ou R$ 300 milhões. O site também afirmou que Malafaia lançou uma campanha chamada "O Clube de Um Milhão de Almas", que pretende levantar R$ 1 bilhão para sua igreja, a fim de criar uma rede de televisão global, que seria transmitida em 137 países.

"Os interessados em contribuir com a campanha podem doar quantias a partir de R$ 1 mil, valor que pode ser pago em prestações. Em troca, os doadores receberão um livro".

4. RR Soares

Segundo o site, Romildo Ribeiro Soares, ou RR Soares, é o mais ativo em multimídia entre os pregadores evangélicos. O religioso é compositor, cantor e televangelista. Como fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, Soares é um dos rostos mais conhecidos na televisão brasileira.

Com isso, sua fortuna estimada pela Forbes, é de US$ 125 milhões, ou R$ 250 milhões.

5. Estevam Hernandes Filho e sua esposa Sonia

Os fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Apóstolo Estevam Hernandes Filho e sua esposa, Bispa Sonia, supervisionam mais de mil igrejas no Brasil e no exterior, incluindo a Flórida. Juntos, o casal tem um patrimônio líquido estimado pelo site em US$ 65 milhões dólares, ou R$ 130 milhões.

A publicação ainda lembra que em 2010, o astro do futebol brasileiro, Kaká, que era amigo do casal e membro da igreja, deixou a instituição, alegando que sua liderança fazia mal uso do dinheiro. Segundo informações, Kaká teria doado mais de R$ 2 milhões para a igreja quando era membro.

Silas Malafaia desmente a Forbes

"Lamentavelmente, em todos os segmentos existe gente inescrupulosa ávida por seus interesses mesquinhos, a fim de denegrir qualquer um para alcançar seus objetivos. Mediante a publicação da reportagem da Forbes, intitulada “Os pastores mais ricos do Brasil”, nesta sexta-feira (19/1), venho fazer algumas considerações e desmentir a informação inescrupulosa em relação à minha renda pessoal.

1) Com todo o respeito aos demais, sou um pastor que fala abertamente sobre o patrimônio pessoal, a renda da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, da Associação Vitória em Cristo e da editora Central Gospel. Existem várias reportagens de diversos veículos que abordam isso.

2) Se juntarmos a receita da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, QUE NÃO É MINHA, mais a renda da Associação Vitória em Cristo, QUE NÃO É MINHA, mais o faturamento da Editora Central Gospel, QUE É DE MINHA PROPRIEDADE, mais as ofertas voluntárias que recebo pelas palestras ministradas, chegaremos aproximadamente à metade do que foi anunciado pela Forbes como minha renda pessoal anual.

3) É uma afronta dizer na reportagem que a informação foi dada pelo Ministério Público do Brasil e pela Polícia Federal, instituições tão respeitadas, mas que, legalmente falando, não têm o poder de fornecer essas informações. A instituição legal para fornecer esses dados é a Receita Federal, que também não pode informar o patrimônio de ninguém a não ser por permissão judicial. Tudo o que tenho está declarado na Receita Federal. Não devo e não temo a nada.

4) O que está em jogo é uma mensagem para criar na sociedade preconceito contra pastores e igrejas evangélicas, dando a entender que os pastores se locupletam de “um bando de imbecis e idiotas” que doa dinheiro para pastor. Este jogo interessa a muitos segmentos. Estão com medo do crescimento da igreja evangélica e da nossa influência na sociedade.

5) Como psicólogo, tenho aprendido que, para a mente humana acreditar em alguma coisa, ela precisa receber a mesma informação repetidas vezes. Se não tivermos convicção da verdade, uma mentira repetida várias vezes passa a ser aceita como verdade pela nossa mente. E é exatamente isso que estão fazendo. Querem nos denegrir.

Para encerrar, apenas mais duas considerações: a primeira é que sou pastor há 30 anos, sendo que há 25 anos não recebo salário de igreja nenhuma. Não que seja errado ou ilegal. É uma questão pessoal. Segundo, a Forbes será inquirida judicialmente.

Sem mais,


Pr. Silas Malafaia. 
Fonte: http://minhavidaemcristosemheresias.blogspot.com.br/2013/01/forbes-lista-cinco-pastores-mais-ricos.html

sábado, 19 de janeiro de 2013

COMO SURGIU O EVANGELHO DA CONFISSÃO POSITIVA ?

COMO SURGIU O EVANGELHO DA CONFISSÃO POSITIVA ?
O EVANGELHO DO EU PROFEIZO ISTO, EU DETERMINO AQUILO,
EU DECRETO A TUA VITÓRIA,ETC....
Deixe-me te contar como surgiu a Demonologia da Prosperidade e o que você lerá aqui são fatos. de como surgiu esta nova doutrina. 

Não sei se você sabe, mas na verdade a Teologia da Prosperidade teria tudo para ser muito mais ligada às religiões não-cristãs do que ao Cristianismo. Simplesmente porque suas raízes estão na Nova Era. Uso como base estudo feito pelo respeitado Pastor Elinaldo Renovato de Lima, da Assembleia de Deus de Parnamirim e escritor de comentários e lições bíblicas – que cita outros autores em seu artigo, publicado em detalhes, mas vou procurar resumir ao máximo.

Tudo começou com uma mulher chamada Mary Baker Eddy (1ª foto), fundadora do movimento herético de Nova Era chamado Ciência Cristã, que afirma que “a matéria e a doença não existem e que tudo depende da nossa mente”. Foi quando, nas décadas de 1930 e 1940, um pastor chamado Essek William Kenyon (2ª foto) passou a admirar os ensinamentos heréticos de Mary Baker Eddy, sabe-se lá por quê. Ele acabou fazendo uma grande salada religiosa, em que misturava as heresias de movimentos não-cristãos (como Ciência da Mente, Ciência Cristã e Novo Pensamento) com partes do Cristianismo, tornando-se assim pai do chamado “Movimento da Fé”. Todas essas religiões afirmavam que, graças ao poder da mente, “tudo o que você pensar e disser se transformará em realidade”.É quando entra na história o homem que disseminou isso entre as igrejas cristãs: Kenneth Hagin.

Kenneth Hagin (3ª foto) conseguiu dar uma maquiagem cristã convincente às ideias satânicas de Kenyon. Sendo discípulo dele, nasceu em 1918, nos Estados Unidos. Depois de ter sofrido com muitas doenças e de ter sido muito pobre, diz que se converteu “após ter ido três vezes ao inferno”. Aos 16 anos Kenneth Hagin afirmou ter recebido uma revelação e aí descobriu “que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário”. Pronto. Com isso ele inventou a heresia da “Confissão Positiva” – aquela coisa de “eu declaro isso em nome de Jesus”, “eu tomo posse daquilo em nome de Jesus”, “eu decreto isso em nome de Jesus” etc que até hoje é um modismo disseminado como um câncer entre grande parte da Igreja.

O próximo ensinamento que Hagin herdou de Kenyon, que por sua vez herdou das religiões de Nova Era, é o das “promessas da doutrina da prosperidade”. Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza, o que tornaria doença e pobreza “maldições da lei”. Usando Gl 3.13,14, Kenneth Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que seriam: pobreza, doença e morte espiritual. Ele tomou emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Citando Pr. Elinaldo, “Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés”.
Depois que inventou seus absurdos, Hagin foi pastor de igrejas de diversas denominações até que fundou sua própria organização, o Instituto Bíblico Rhema. Uma curiosidade é que o inventor da Teologia da Prosperidade foi inclusive acusado de plágio, por ter escrito livros com total semelhança aos de seu mentor, Essek Kenyon. Sua explicação? “Não é plágio, recebi diretamente de Deus”. 
Tá me entendendo, sim ou não?

Pois é. Aí Kenneth Hagin começou a escrever um monte de livros, onde afirma, entre outras coisas, que “recebe revelações diretamente do Senhor” (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7). E esse lixo teológico passou a ser devorado por legiões de pessoas, que começaram a propagar a Teologia da Prosperidade. Como seus argumentos trazem soluções imediatas aos problemas da vida, foi fácil arrebanhar multidões. Mas, se você analisar bem, a Confissão Positiva e a Teologia da Prosperidade tentam com suas práticas fazer Deus de escravo – afinal, por esse pensamento, se as pessoas “declaram pela fé”, “decretam em nome de Jesus” e coisa que o valha, o Onipotente e Soberano Criador do Universo não tem o que fazer a não ser obedecer suas criaturas como uma vaquinha de presépio. É só ter fé e vai chover dinheiro.

MAURÍCIO ZÁGARI




Por MAURÍCIO ZÁGARI

 COMO SURGIU O EVANGELHO DA CONFISSÃO POSITIVA ?
O EVANGELHO DO EU PROFEIZO ISTO, EU DETERMINO AQUILO,
EU DECRETO A TUA VITÓRIA,ETC....


Deixe-me te contar como surgiu a Demonologia da Prosperidade e o que você lerá aqui são fatos. de como surgiu esta nova doutrina.

Não sei se você sabe, mas na verdade a Teologia da Prosperidade teria tudo para ser muito mais ligada às religiões não-cristãs do que ao Cristianismo. Simplesmente porque suas raízes estão na Nova Era. Uso como base estudo feito pelo respeitado Pastor Elinaldo Renovato de Lima, da Assembleia de Deus de Parnamirim e escritor de comentários e lições bíblicas – que cita outros autores em seu artigo, publicado em detalhes, mas vou procurar resumir ao máximo.

Tudo começou com uma mulher chamada Mary Baker Eddy (1ª foto), fundadora do movimento herético de Nova Era chamado Ciência Cristã, que afirma que “a matéria e a doença não existem e que tudo depende da nossa mente”. Foi quando, nas décadas de 1930 e 1940, um pastor chamado Essek William Kenyon (2ª foto) passou a admirar os ensinamentos heréticos de Mary Baker Eddy, sabe-se lá por quê. Ele acabou fazendo uma grande salada religiosa, em que misturava as heresias de movimentos não-cristãos (como Ciência da Mente, Ciência Cristã e Novo Pensamento) com partes do Cristianismo, tornando-se assim pai do chamado “Movimento da Fé”. Todas essas religiões afirmavam que, graças ao poder da mente, “tudo o que você pensar e disser se transformará em realidade”.É quando entra na história o homem que disseminou isso entre as igrejas cristãs: Kenneth Hagin.

Kenneth Hagin (3ª foto) conseguiu dar uma maquiagem cristã convincente às ideias satânicas de Kenyon. Sendo discípulo dele, nasceu em 1918, nos Estados Unidos. Depois de ter sofrido com muitas doenças e de ter sido muito pobre, diz que se converteu “após ter ido três vezes ao inferno”. Aos 16 anos Kenneth Hagin afirmou ter recebido uma revelação e aí descobriu “que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário”. Pronto. Com isso ele inventou a heresia da “Confissão Positiva” – aquela coisa de “eu declaro isso em nome de Jesus”, “eu tomo posse daquilo em nome de Jesus”, “eu decreto isso em nome de Jesus” etc que até hoje é um modismo disseminado como um câncer entre grande parte da Igreja.

O próximo ensinamento que Hagin herdou de Kenyon, que por sua vez herdou das religiões de Nova Era, é o das “promessas da doutrina da prosperidade”. Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza, o que tornaria doença e pobreza “maldições da lei”. Usando Gl 3.13,14, Kenneth Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que seriam: pobreza, doença e morte espiritual. Ele tomou emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Citando Pr. Elinaldo, “Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés”.
Depois que inventou seus absurdos, Hagin foi pastor de igrejas de diversas denominações até que fundou sua própria organização, o Instituto Bíblico Rhema. Uma curiosidade é que o inventor da Teologia da Prosperidade foi inclusive acusado de plágio, por ter escrito livros com total semelhança aos de seu mentor, Essek Kenyon. Sua explicação? “Não é plágio, recebi diretamente de Deus”.
Tá me entendendo, sim ou não?

Pois é. Aí Kenneth Hagin começou a escrever um monte de livros, onde afirma, entre outras coisas, que “recebe revelações diretamente do Senhor” (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7). E esse lixo teológico passou a ser devorado por legiões de pessoas, que começaram a propagar a Teologia da Prosperidade. Como seus argumentos trazem soluções imediatas aos problemas da vida, foi fácil arrebanhar multidões. Mas, se você analisar bem, a Confissão Positiva e a Teologia da Prosperidade tentam com suas práticas fazer Deus de escravo – afinal, por esse pensamento, se as pessoas “declaram pela fé”, “decretam em nome de Jesus” e coisa que o valha, o Onipotente e Soberano Criador do Universo não tem o que fazer a não ser obedecer suas criaturas como uma vaquinha de presépio. É só ter fé e vai chover dinheiro.

MAURÍCIO ZÁGARI


Via facebook do pastor Manoel Correia!!

A PROPÓSITO DA REPORTAGEM DA VEJA-SP SOBRE A FORMAÇÃO DE PASTORES EVANGÉLICOS

               Por Augustus Nicodemus Lopes
 

Veja a reportagem aqui!
 

A formação de pastores é crucial para a saúde da igreja cristã. Maus pastores põem a perder igrejas inteiras e marcam negativamente a vida de centenas e milhares de pessoas, a depender do alcance de seus ministérios.
Desde os seus primórdios, o Cristianismo se preocupou com a preparação e capacitação de seus líderes. O próprio Senhor Jesus, como judeu que era, aos doze anos passou pela iniciação judaica e aprendeu com seus pais e os mestres rabinos a lei de Deus, e nisto os excedeu, conforme lemos no episódio em que ele ficou no templo discutindo com os mestres da lei.
Os apóstolos que ele chamou foram submetidos a três anos de rigoroso treinamento. Ouviram a exposição da mensagem do Antigo Testamento feita pelo Senhor, fizeram perguntas e tiveram respostas, discutiram entre si as coisas de Deus, fizeram vários estágios ao serem mandados pregar e exercitar o poder do Reino nas cidades e conviveram com o mestre, aprendendo de suas atitudes. E mesmo assim, depois de três anos de seminário com Jesus, ainda não estavam totalmente prontos, como os Evangelhos nos dizem!
Mais adiante, surge Paulo, cujo treinamento anterior à conversão consistiu do aprendizado durante anos aos pés de um dos melhores rabinos da época, Gamaliel, afora seu treinamento em sua cidade natal, Tarso, que era rival de Atenas em intelectualidade e cultura.
Ao colocar os requerimentos para o pastorado, Paulo exige que o que aspira ao episcopado (outro nome para presbiterato=pastorado) deve entre outras coisas ser “apto para ensinar” (1Tim 3:2), “apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem” (Tit 1:9). Ou seja, de acordo com a Bíblia os pastores têm que ser teologicamente capazes, apologeticamente argutos e hábeis no ensino. Quer dizer, eles têm que ser mestres da Palavra. Não é à toa que ao elencar os dons básicos para a edificação da Igreja que Paulo coloca “pastores e mestres” como se fossem uma mesma coisa (Ef 4:10).
Agora me expliquem como é que se formam líderes assim nos dias de hoje? O instrumento de trabalho deles será a Bíblia, que foi escrita a mais de 2 mil anos em grego, hebraico e aramaico numa cultura diferente da nossa. Um livro que tem sofrido nas mãos dos intérpretes durante milênios. Um livro que é reivindicado como a base de toda sorte de heresias e ensinamentos estranhos que aparecem por ai. Como alguém pode querer hoje cumprir os requerimentos de Paulo para a liderança sem treinamento, estudo, discipulado, confronto, comparações, leituras, coisas que demandam tempo, bastante tempo, para não falar de maturidade, humildade, santidade, oração e submissão a Deus?
É ingenuidade pensar que basta ler a Bíblia e pronto – se for homem de oração, piedoso e espiritual, está pronto para liderar o povo de Deus. É desconhecer a história bíblica e da Igreja achar que o treinamento teológico intenso é bobagem. É por isto que está esta confusão toda aí, denunciada pelas revistas seculares inclusive.
Não estou dizendo que somente seminários com cursos completos de teologia é que preparam bons pastores. É evidente que não. O que estou dizendo, todavia, é que não se pode hoje dispensar o treinamento teológico intenso na boa teologia e na sã doutrina. As igrejas têm seus próprios mecanismos e meios para isto. Não me importo quais sejam, desde que cumpram o que Paulo disse.


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Augustus Nicodemus, via perfil no Facebook;via Púlpito Cristão
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MCA
Via: http://mario-mca.blogspot.com.br

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Profissão: Pastor - Veja faz reportagem sobre formação de pastores.

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Era início de tarde de uma terça-feira de dezembro quando um ônibus saiu da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Bom Retiro, localizada na Barra Funda, rumo a Águas de Lindoia. “Que Deus abra o caminho contra as sílabas do maligno”, anunciou o guia da excursão, antes de o veículo dar a partida. Na cidade do interior do estado ocorreria a quarta edição da Escola de Líderes da Associação Vitória em Cristo (Eslavec), um dos maiores cursos nacionais para a formação de pastores. Durante quatro dias, cerca de 5.000 alunos, vindos da capital paulista, do interior e de várias regiões do país, compareceram ao intensivão gospel, incluindo o repórter de VEJA SÃO PAULO, que pagou R$ 700,00 pela inscrição e não se identificou como jornalista na ocasião.

O criador e principal instrutor do evento é o religioso Silas Malafaia, presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que reúne 120 igrejas no Brasil. A entidade começou no Rio de Janeiro, onde mantém até hoje sua base. Está entre as prioridades atuais acelerar a expansão em São Paulo. Aqui, ele planeja abrir templo próprio em 2014 (por enquanto, Malafaia prega semanalmente na Assembleia de Deus do Bom Retiro, de Jabes Alencar) e mais de 250 outros endereços num prazo de dez anos.

No trajeto de 180 quilômetros até Águas de Lindoia, foi possível começar a conhecer melhor o público variado atraído pela Eslavec. Havia pastores formados que encaravam a oportunidade como uma espécie de pós-graduação na área, muitos fiéis interessados em transformar a vocação num trabalho remunerado (Malafaia chega a pagar salários mensais de até R$ 22.000 aos maiores talentos) e alguns curiosos. Quase todos carregavam uma Bíblia na mão durante a viagem. A maioria dos rapazes vestia calça de tergal e camisa social, enquanto as mulheres trajavam saia jeans até a altura do tornozelo. Destoavam apenas uma bolsa Louis Vuitton no braço de uma senhora e um reluzente relógio Gucci no pulso de uma dona de casa, moradora do bairro de Higienópolis.




Wesley Rebustini, de 28 anos: cinco novas igrejas em 2013
(Foto: Mario Rodrigues )

No caminho, um grupo se reuniu no fundo do ônibus para discutir assuntos variados. Celebraram a maior presença evangélica na programação da Rede Globo, comentaram o movimento homossexual (“É uma tirania, esse povo quer ter mais direitos que o resto da população”, afirmou um homem) e esconjuraram o Carnaval (“Uma grande tentação para os jovens”, definiu um senhor, sob os olhares de aprovação dos demais). Uma mulher aparentando cerca de 40 anos contou que quase perdera a oportunidade de estar ali devido a um acidente no qual rompeu o ligamento do pé direito. “Entrei no Google para aprender alguns exercícios de fisioterapia, ungi a região e agora estou nova”, explicou. O percurso de quase três horas ocorreu num clima de tranquilidade, quebrado apenas numa ocasião pelo grito de uma passageira. “Onde está o repelente, Senhor?”, dizia ela, incomodada com os mosquitos zunindo sobre sua cabeça. “Misericórdia, meu Jesus!”, bufava, enquanto desferia golpes no ar com um travesseiro.

Em Águas de Lindoia, essa turma e as demais foram divididas em dezesseis hotéis do município reservados exclusivamente aos evangélicos. No Casablanca, que hospedou o repórter de VEJA SÃO PAULO, com diárias a partir de R$ 208,00 fora do período do evento, o quarto era partilhado com outros três participantes, todos eles pastores (um de Mato Grosso do Sul, outro do Maranhão e o último do Pará). No frigobar, havia apenas água mineral e refrigerantes. Por ordem dos responsáveis pela Eslavec, bebidas alcoólicas são proibidas durante os dias do curso. Os organizadores investiram R$ 4 milhões para realizar o evento e distribuíram, de graça, 3.000 matrículas num sorteio promovido pelo site da igreja de Malafaia. Uma das contempladas, a paulistana Sarah Leitão, de 21 anos, diz ter recebido um chamado de Deus para ser pastora. “Minha hora vai chegar”, confiava ela.




Sarah Leitão, de 21 anos: “recebi um chamado de Deus para ser pastora”
(Foto: Mario Rodrigues )

A apresentação de Malafaia abriu as atividades, realizadas num centro de convenções. Quando ele surgiu no palco, muitos levantaram seus smartphones e tablets para fazer fotos e vídeos. Malafaia concentrou sua fala nas qualidades essenciais a um bom líder. Entre elas, está a de sempre honrar o pacto de fidelidade à sua igreja de origem, numa alusão clara aos que deixam os templos levando junto parte do rebanho e do respectivo dízimo. “Temos de respeitar quem nos tirou a fralda no Evangelho”, afirmou, ganhando aplausos do público. Antes de cada palestra, uma espécie de supermercado da fé tomava conta do local, com anúncios de descontos em livros, DVDs e CDs evangélicos. “Você compra com cheques para trinta ou sessenta dias, revende ao pessoal da sua igreja e ainda ganha um cascalho”, sugeriu Malafaia.

Outros colegas deram prosseguimento aos trabalhos, enfatizando sempre as regras do ofício que consideram sagradas. Quando um pregador for designado para uma cidade distante da sua, por exemplo, deverá sempre comprar um imóvel para estabelecer raízes e não se sentir um exilado. “A população local vê essa atitude com bons olhos”, disse o pastor Silmar Coelho. Adultério e prática homossexual são pecados imperdoáveis. Para deixar claro quanto a família é importante, a mulher do religioso deve estar sempre presente nas atividades e orações. “Ajuda a não dar margem a fofocas”, justificou Coelho, usando em seguida um exemplo pessoal para reforçar esse ponto de vista. “Quando minha esposa estava grávida, chegou a acompanhar meu culto, mesmo sofrendo graves dores nas costas”, relatou. Mais aplausos da plateia.

Num cercadinho onde só entravam convidados da organização, havia uma área vip para alguns estudantes, ocupada por pessoas como Sarah Sheeva, uma das filhas do casal de cantores Baby do Brasil e Pepeu Gomes. “Fui ungida pastora adjunta da minha igreja no Rio, a Celular Internacional, então não ganho salário e vivo da venda dos meus livros”, afirmou. As obras em questão são de literatura gospel — Onde Foi que Eu Errei, sobre a aflição dos pais que se perguntam por que os filhos foram para o caminho errado, e Defraudação Emocional, título de autoajuda para evitar tropeços na vida sentimental.




Sarah Sheeva: integrante da plateia vip
(Foto: Mario Rodrigues )

Outra grande estrela da Eslavec foi o americano T.D. Jakes, da Potter’s House, de Dallas, uma das maiores igrejas evangélicas dos Estados Unidos. Em seu currículo, constam feitos como a realização do discurso de despedida no funeral da cantora Whitney Houston, em fevereiro de 2012. “Ele cobra US$ 300.000 por palestra, mas para mim fez por US$ 60.000”, contou Malafaia. A cada fala do americano, um negro forte e alto, o pastor Gidalti Alencar, baixo e mirrado, traduzia sua fala remedando seus gestos com as mãos. “Os jovens estão com a força e devem assumir a vocação que Deus lhes deu, conquistando fiéis com a palavra do Senhor”, pregou o bispo de Dallas. Numa de suas aulas, pediu aos alunos entre 18 e 25 anos que entoassem uma oração à meia-noite daquele dia. Aplicados, os aprendizes promoveram rezas, gritos e cantorias no horário combinado, fazendo com que os hotéis onde estavam hospedados tivessem um clima de rave de Jesus.

Nos últimos anos, os evangélicos vêm crescendo rapidamente no país. Só na cidade de São Paulo, os adeptos passaram de 1,6 milhão de pessoas, em 2000, para 2,5 milhões, em 2010, representando hoje 22% da população da metrópole. Com mais rebanho para cuidar, aumentou também a necessidade de acelerar a formação dos pastores. O evento da Eslavec é um exemplo do atual grau de profissionalização do negócio. “Temos muitos pastores em ação, mas poucos são verdadeiramente qualificados”, afirmou Malafaia.

Na capital, atuam aproximadamente 30.000 líderes da religião, segundo estimativa do Sindicato dos Ministros de Cultos Religiosos Evangélicos e Trabalhadores Assemelhados do Estado de São Paulo. Criada em 1999, a entidade surgiu com o objetivo de garantir os direitos trabalhistas da categoria. “Para não aumentarem seus custos, alguns donos de igrejas não remuneravam de forma adequada, e a Justiça demorou a aceitar que essa era uma profissão como as outras, com direitos e deveres da parte do empregador e do empregado”, explica José Lauro Coutinho, pastor da Assembleia de Deus e fundador do sindicato. Segundo seus cálculos, cerca de cinquenta evangelizadores moveram ações nos últimos dez anos cobrando dívidas e pedindo indenizações.




Valdemiro Santiago: parte do dízimo engorda a renda dos funcionários
(Foto: Hélio Hilarião/Folhapress )

Atualmente, de modo geral, a política das principais igrejas é valorizar a mão de obra, protegendo-a da cobiça das concorrentes. Comuns no meio corporativo, as estratégias para reter talentos e premiar funcionários que cumprem metas de lucros foram incorporadas ao mundo neopentecostal por Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus. Nos anos 90, quando ela passava por um forte processo de expansão, Macedo criou um meio de supervisionar seus encarregados. Eles permaneciam, em média, de um a dois anos em um templo para evitar que saíssem para abrir a própria igreja, levando os fiéis.

■ TEMPLO É DINHEIRO

Os mandamentos para faturar e conquistar fiéis

Inovar nas ofertas

Há múltiplas alternativas para pedir contribuições: para a construção de novos templos, para imprimir livros, para ajudar a gravar um CD ou para pagar uma palestra de um pastor de outro estado. A venda de objetos como fronhas e toalhas figura entre outras fontes de receita. É fundamental ter máquinas para receber ofertas nos cartões de débito e de crédito.

Caprichar no discurso

Frases de efeito, muitas vezes cheias de clichês, são ditas a cada minuto de forma a dar ênfase à mensagem e prender a atenção da plateia. “Não deixar o cavalo morrer na batalha”, “A fofoca é capaz de destruir as bases sociais” e “Morar com a sogra é ruim porque se dá um incesto emocional” são alguns exemplos. Fechar os olhos enquanto se prega dá ares ainda mais dramáticos.

Ter dons artísticos

Chorar, soltar o gogó como se cantasse numa ópera e pular de um lado para o outro. O púlpito, muitas vezes decorado com telões de LED, vira um palco, onde o pastor faz um monólogo. Daí ser fundamental dominar técnicas teatrais, como saber dar ênfase exata a determinadas palavras e mexer os braços de forma a projetar uma imagem de profeta. O visual deve sempre estar alinhado.




Sonia e Estevam Hernandes, da Renascer: provas escritas para contratar novos membros
(Foto: Gilberto Telles )

“Esses homens tinham cotas para arrecadar. Uma vez ultrapassada a do mês atual, o valor atingido vira a cota do mês seguinte. É como um banco”, compara Leonildo Silveira Campos, professor de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Metodista e autor do livro Teatro, Templo e Mercado: Organização e Marketing de um empreendimento Neopentecostal. Os salários da Universal variam hoje entre R$ 1. 500 e R$ 10.000, mas há cargos mais bem remunerados, como o dos chefes regionais. “Os pastores têm tabelas a ser preenchidas, com os gastos e os ganhos do mês”, acrescenta o especialista.

A disputa por gente qualificada provoca atualmente uma guerra nesse meio. Valdemiro Santiago, da Mundial do Poder de Deus, faz um corpo a corpo para tirar gente dos quadros da Universal e da Internacional da Graça de Deus. “Ele oferece plano de saúde, aluguel da casa e salários maiores”, diz Ricardo Bitun, professor de sociologia e teologia do Mackenzie. O teto salarial da Mundial é de R$ 15.000. “Em alguns casos, ela aumenta a remuneração fixa, concedendo de 8% a 10% da arrecadação das ofertas ao pastor”, afirma Bitun.




Agenor Duque e a mulher, a bispa Ingrid, da Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus: projeto de ter emissoras de rádio e TV
(Foto: Divulgação )

A Renascer, de Estevam e Sonia Hernandes, paga entre R$ 1.500 e R$15.000 aos membros mais graduados. “Para fazer parte da nossa comunidade, é preciso passar por um processo seletivo”, diz a bispa Amanda Baldoni, a responsável pela escola teológica da Renascer (veja ao final do texto algumas questões do vestibular). “Profissional bom, com o dom da palavra e comprometimento com o ministério, precisa ser valorizado”, defende Malafaia, o único entre os grandes líderes a expor a receita de sua igreja: segundo ele, R$ 40 milhões em 2012. “Meus discípulos ganham entre R$ 4.000 e R$ 22.000. Também banco casa e escola para os filhos”, enumera. Mais recentemente, Malafaia estabeleceu que, caso alguém de sua equipe seja aceito em qualquer curso da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, ele financiará integralmente os estudos.

A busca pela prosperidade é estimulada pelas igrejas, e muitos dos fiéis não escondem que vislumbram o ofício como um meio de ascensão social. Entre os estudantes da Eslavec, um caso muito comentado era o de Agenor Duque, fundador da Apostólica Plenitude do Trono de Deus. Em 2006, quando decidiu deixar a Mundial para abrir a própria frente de pregação, ele vendeu seu carro Astra por R$ 25.000. “Precisava comprar tempo em uma rádio”, lembra. Atualmente, aos 36 anos, é dono de cinco templos, sendo um deles localizado em um imóvel na Avenida Celso Garcia, na Zona Leste da capital, pelo qual desembolsou R$ 3,5 milhões. Além disso, tem caixa para bancar espaço diário em três emissoras de rádio e uma de TV. “Gasto R$ 48.000 com esses compromissos”, afirma. O investimento vale a pena. Duque tem sido convidado para aparecer em programas de TV e, no próximo Carnaval, promoverá um evento no estádio do Canindé com a expectativa de receber 30.000 pessoas.




Edir Macedo: a Universal foi uma das primeiras a investir pesado na qualificação dos seus quadros
(Foto: Rafael Andrade )

Histórias como essa faziam brilhar os olhos de muitos dos presentes nas palestras em Águas de Lindoia. Um dos alunos, Wesley Rebustini, de 28 anos, sonha alto. Seus pais fundaram a Bíblica da Paz há duas décadas. Em 2010, depois de cursar teologia nos Estados Unidos, o rapaz voltou para o Brasil com a missão de tocar os planos de expansão. No ano passado, ele abriu três templos na Grande São Paulo. “Serão outros cinco em 2013”, planeja. Wesley é irmão do cantor gospel Guilherme Rebustini, do elenco da Sony Music, e diz não pagar salários aos seus pastores-funcionários. “Nesse momento, eles podem ter um emprego para se manter e não se dedicam integralmente à nossa causa”, justifica. “Mas isso certamente vai mudar quando crescermos.”




(Foto: Veja São Paulo )
Fonte: http://abr.io/Aygq
 Via: http://www.webevangelista.com

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