quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Uma carta aberta aos pastores - sobre o casamento gay nos EUA




A Suprema Corte neste país [EUA] promulgou seu julgamento. As manchetes informam que um pouco mais da metade dos juízes da Suprema Corte consideram a liberdade de orientação sexual, um direito para todos os americanos. Esta troca de valores não aparece como uma surpresa para nós. Já sabemos que o deus deste século cega as mentes daqueles que não acreditam (2 Cor. 4:4). O dia 26 de junho de 2015 fica como um marco americano de demonstração desta antiga realidade.

Nos próximos dias, irão esperar de você, como um pastor, que forneça comentários sensatos e conforto para o seu rebanho. Este é um momento crítico para os pastores, e surge como um lembrete de que uma formação adequada é crucial para um pastor. Estou escrevendo esta mensagem curta como de um pastor para outro. Os meios de comunicação estão cheios de atualizações, e eu não preciso juntar a minha voz nessa briga. Em vez disso, eu quero ajudá-lo a pastorear sua igreja nesse momento confuso. Além dos artigos úteis no blog Preaching and Preachers, eu também quero transmitir os pensamentos abaixo que, creio eu, vão ajudar a enquadrar a questão de uma maneira bíblica.

1 – Nenhum tribunal humano tem a autoridade de redefinir o casamento, e o veredicto de ontem não muda a realidade do casamento que foi ordenado por Deus. Deus não foi derrotado nesta decisão, e todos os casamentos serão julgados de acordo com fundamentos bíblicos no Ultimo Dia. Nada irá prevalecer contra Ele (Provérbios 21:30) e nada vai impedir o avanço de Seu Reino (Dan 4:35).

2 – A Palavra de Deus pronunciou seu julgamento sobre toda nação que redefiniu o mal como o bem, a escuridão como a luz, e o amargo como o doce (Isaías 5:20). Como uma nação, os EUA continuam a colocar-se na mira do julgamento. Como proclamador da verdade, você é responsável por nunca comprometer estas questões. De todas as maneiras, você deve se manter firme.

3 – Esta decisão prova que estamos claramente em minoria, e que somos um povo separado (1 Pedro 2: 9-11; Tito 2:14). Como escrevi no livro “Why Government Can’t Save You”, as normas que moldaram a cultura ocidental e a sociedade americana deram lugar ao ateísmo prático e ao relativismo moral. Esta decisão simplesmente acelerou a taxa de declínio dos mesmos. A moralidade de um país nunca vai ser mais alta que a moralidade de seus cidadãos, e sabemos que a maioria dos americanos não têm uma cosmovisão bíblica.

4 – A liberdade religiosa não é prometida na Bíblia. Na América, a Igreja de Jesus Cristo tem desfrutado de uma liberdade sem precedentes. Isso está mudando, e a nova norma pode, na verdade, incluir a perseguição (o que será algo novo para nós). Nunca houve um momento mais importante para homens talentosos ajudarem a liderar a igreja ao lidar, de forma competente, com a espada do Espírito (Efésios 6:17).

5 – O casamento não é o campo de batalha final, e os nossos inimigos não são os homens e mulheres que procuram destruí-lo (2 Coríntios 10:4). O campo de batalha é o Evangelho. Tenha cuidado para não substituir a paciência, o amor e a oração por amargura, ódio, e política. A medida que você guiar cuidadosamente seu rebanho afastando-o das armadilhas perigosas que aparecem à frente, lembre-os do imenso poder do perdão por meio da cruz de Cristo.

6 – Romanos 1 identifica claramente a evidência da ira de Deus sobre uma nação: a imoralidade sexual seguida da imoralidade homossexual culminando em uma disposição mental reprovável. Esta etapa mais recente nos lembra que a ira de Deus veio na íntegra. Vemos agora mentes reprováveis em todos os níveis de liderança – no Supremo Tribunal Federal, na Presidência, nos gabinetes, na legislatura, na imprensa e cultura. Se o diagnóstico da nossa sociedade está de acordo com Romanos 1, então, também devemos seguir a receita encontrada em Romanos 1 – não devemos nos envergonhar do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação! Neste dia, é nosso dever divino fortalecer a igreja, as famílias, e testemunhar o evangelho ao tirar os absurdos pragmáticos que distraem a igreja de sua missão ordenada por Deus. Homossexuais (como todos os outros pecadores) necessitam ser avisados do juízo eterno iminente e precisam ter o perdão, a graça e a nova vida, amorosamente oferecidos através do arrependimento e da fé no Senhor Jesus Cristo.

Em última análise, a maior contribuição ao seu povo será a de mostrar paciência e uma confiança inabalável na soberania de Deus, no Senhorio de Jesus Cristo, e na autoridade das Escrituras. Mire seus olhos no Salvador, e lembre-os de que quando Ele voltar, tudo será corrigido.

Estamos orando para que você proclame firmemente a verdade, e que se posicione de maneira inabalável em Cristo.


***
Autor: John MacArthur
Fonte: The Master's Seminary

Tradução: Olhai e Vivei
Via: Revista Monergista Copiado de ## Bereanos

Danilo Gentili sobre o Carnaval




Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o Carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não faltam:

Diminuição de acidentes; menor índices de soros positivos (HIV); melhorar a imagem do País no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos a nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano do Carnaval em Educação; diminuir o consumo de drogas nesse período...

Acho que não teria apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a Educação, a Habitação, a Reforma Agrária, a Inflação, a Renda Familiar, o Emprego e, até mesmo, presidente que roubou a nossa Poupança. Ninguém reclamou. Porém, se eu acabasse com o Carnaval, certamente me matariam.

Mesmo sabendo o risco que corro, aceitaria essa missão suicida. Afinal, é melhor morrer no país do Carnaval do que viver no carnaval desse país.
_________

Este texto, cuja autoria não comprovada é atribuída ao apresentador do programa The Noite (SBT), é compartilhado na rede social Facebook. Existe bom senso de propósito, mas legislar não faz parte das atribuições de quem é presidente.

Fonte: http://belverede.blogspot.com.br/

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Carta de Campina Grande 2016 - VINACC



Nós, membros da igreja de Jesus Cristo, participantes do 18º Encontro para a Consciência Cristã, celebramos a comunhão que desfrutamos como povo de Deus, e unidos ao redor do evangelho de Cristo afirmamos:

1-) Que a mensagem pregada pelos apóstolos tinha por conteúdo exclusivo a verdade inequívoca de que Jesus Cristo era o único capaz de salvar os homens de seus delitos e pecados, e que fora dele absolutamente ninguém pode ser salvo(Atos 4:12).

2-) Afirmamos também que através da morte de Cristo na Cruz todo escrito de dívida que era contra nós foi cancelado (Colossenses 2:13-14) e que, devido a isso, não existe nenhuma maldição ou condenação que possa prevalecer, amedrontar ou escravizar aqueles que por Ele foram salvos.

3-) Afirmamos que o sacrifício de Cristo na cruz do Calvário foi suficiente para livrar o crente de toda condenação do pecado.Em virtude disso, tornam-se desnecessárias ações humanas cujo foco destina-se a quebra de maldições hereditárias, repreensão de espíritos familiares que escravizam os homens ou até mesmo a observância de elementos místicos cujos conceitos não estão fundamentados nas Sagradas Escrituras. Ao contrário disso, afirmamos veementemente que cremos que a morte de Cristo na cruz foi suficiente para libertar os salvos das garras de Satanás dando a estes, vida eterna (Colossenses 1:13-14).

4-) Afirmamos que Cristo é suficiente para a salvação do pecador. Em virtude disso, não existe nada, nem ninguém, nem tampouco nenhuma observância religiosa capaz de corroborar com a salvação dos homens. Acreditamos que a salvação não se deve a uma conquista humana, mas é uma dádiva de Deus.Não nos é possível alcança-la por mérito, mas sim por graça, e que também não é um tipo de troféu que erguemos como fruto do nosso esforço pessoal, mas um presente imerecido (Efésios 2:1-10).

5-) Afirmamos que o evangelho é a boa notícia da salvação graciosa de Deus de que somente pela fé em Jesus Cristo o homem pode ser salvo e que ninguém pode ser justificado por suas obras, visto que todos pecaram e distanciaram-se da glória de Deus (Romanos 3:23; 6:23; Efésios 2:8-9), tornando-se assim incapazes de se autojustificarem diante de Deus (Romanos 3:10-11).

Diante do exposto, concluímos:

Estamos convictos de que fora de Cristo absolutamente ninguém pode ser salvo, portanto, com coração contrito, afirmamosque rejeitamos todo tipo de doutrina, ensino ou conceito teológico que afirme a possibilidade de salvação do pecador fora de Cristo.

Declaramos também, como discípulos do Senhor, que assumimos o compromisso de proclamar Cristoa todos os povos, tribos, línguas e nações, como o único capaz de salvar o homem de seus delitos e pecados(João 10:6; 11:25; 14:6).

Portanto, confiantes na graça de Deus, assumimos este compromisso diante do Todo-poderoso e de Seu povo, a fim de vermos em nossa nação um poderoso progresso do Evangelho de Cristo.

Pr. Euder Faber Guedes Ferreira (presidente da VINACC)
Pr. Augustus Nicodemus (IPB/GO)
Pr. Aurivan Marinho (IC/PE)
Prof. Brenno Douettes (IB/PR)
Pr. Calvino Rocha (IPB/PB)
Pr. Ciro Sanches Zibordi (AD/RJ)
Pr. Conrad Mbewe (KBC/ZAM)
Pr. Franklin Ferreira (IB/SP)
Pr. Gaspar de Souza (IPB/PE)
Pr. Geremias Couto (AD/RJ)
Pr. Joaquim de Andrade (CREIA/SP)
Pr. Jonas Madureira (IB/SP)
Pr. Jorge Noda (ILEST/PB)
Pr. José Bernardo (AMME/SP)
Pr. Marcos Gladstone (SBB/SP)
Prof.ª Norma Braga (IPB/RN)
Pb. Solano Portela (IPB/SP)
Pr. Renato Vargens (ICA/RJ)
Miss. Rosali Melo (IC/PB)
Miss. Thomaz Litz (Juvep/PB)
Pr. Tiago Santos (IB/SP)

Fonte:http://renatovargens.blogspot.com.br/

UMA NAÇÃO SOB JUÍZO...

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O Pr. Márcio Valadão, da Batista da Lagoinha, leu este texto na íntegra pela manhã no culto e a igreja foi impactada de tal forma, que as lágrimas de arrependimento pela nação brasileira foram inevitáveis!

UMA NAÇÃO SOB JUÍZO...
Nós estamos, claramente, passando por um tempo de juízo no Brasil. A derrocada da nossa economia, a violência crescente, as catástrofes naturais sem precedentes, as pragas manifestadas por epidemias e doenças que há pouco tempo nem se conhecia e tantas outras realidades que afetam tragicamente a vida dos brasileiros hoje, não são apenas uma infeliz coincidência. Deus está açoitando uma nação que não reconheceu o tempo da sua visitação e desprezou a graça que lhe tem sido oferecida.
Que o Espírito foi derramado sobre o Brasil, ninguém pode negar. Nas últimas décadas vimos muitas manifestações do seu agir, produzindo movimentos sobrenaturais e abrindo portas amplas à pregação do evangelho. Profetas e mais profetas se levantaram aqui e vieram de outras nações para soprar fôlego de vida sobre nossa nação. O que fizemos, porém, com tudo isso?
O Brasil dos quarenta milhões de evangélicos de hoje é mais podre e mais corrupto do que o de ontem, que tinha menos crentes. Estamos vendo as entranhas da nossa classe política e empresarial sendo expostas com sua vergonha pela Justiça, mas isso é só uma tênue amostra do que, de fato, é a ética e a moral do nosso povo. Sim, do nosso povo, pois a desonestidade indecente não é marca apenas dos políticos, mas de grande parte de nossa população, incluindo, pobres e ricos, cultos e indoutos, descrentes e... Evangélicos! Infelizmente, professar a fé em Jesus não denota mais o compromisso de andar como Ele andou.
Eu gostaria de dizer outra coisa, mas minha percepção profética não permite. Nossos próximos anos não serão fáceis. De uma forma geral, as coisas vão piorar. Não falo apenas de economia (pois para isso, não é necessário ser profeta), mas de tragédias que abalarão as estruturas da nossa nação. Guardem o que estou dizendo. Povos de outras línguas comerão o nosso pão e rirão do nosso luto. Falo em nome do Senhor!
Uma leitura de Jeremias 5 pode nos ajudar a enxergar o Brasil de hoje como Deus enxerga. Recebi esse texto de uma jovem, durante um tempo de oração, e entendi perfeitamente o recado de Deus. Sua vara fustigará os nossos lombos. Até quando? Até que sejamos quebrantados, como nação.
Historicamente, quando Deus envia juízo, Ele encontra um remanescente que o busque e que aplaque a sua ira. Que façamos parte disso! Permanecer fiéis não nos livrará completamente das dores da disciplina, mas nos dará a força que precisamos para resistir e a oportunidade para sermos testemunho e voz profética no meio do caos.
Temos que nos arrepender! O altar tem sido profanado nesta nação e a oferta do Senhor, desprezada. Se é verdade que milhões e milhões lotam os templos, é verdade também que uma grande parte aí está servindo a Mamon, cultivando sua velha ganância, buscando o brilho da prata, só que agora “em nome de Jesus”. Pior, isso inclui uma parte considerável da classe pastoral.
Temos que nos arrepender da feitiçaria, não somente daquela que é feita nos terreiros e encruzilhadas, mas da que é praticada nos altares evangélicos. Chega a ser absurda a superticiosidade e o sincretismo maligno fomentados por uma legião enorme de falsos mestres e falsos profetas, que se multiplicam como ratos. A venda de objetos e rituais com supostos poderes miraculosos mistura o comércio com o engodo na Casa de Deus. Outro dia, assisti um vídeo em que pastores de uma das maiores denominações do Brasil desciam a uma mina de ouro para buscar a “água da prosperidade”, para ser distribuída (ou vendida) aos fiéis que, certamente, ávidos pelo apelo das riquezas mundanas, nem se dariam ao trabalho de julgar o desvio teológico e de perceber o ridículo a que seriam induzidos.
Uma liderança “cristã” que ilude seu povo com águas da prosperidade, rosas sagradas e lascas da cruz não é melhor que os pais de santo, que fazem o mesmo em seus terreiros. Na verdade, é pior... E que diferença há entre um esotérico que confia no seu patuá e um crente que, ao invés de colocar sua fé em Jesus, recebe um “amuleto gospel” do seu pastor e o pendura em casa, como fonte de proteção? Nenhuma!
Temos que nos arrepender da idolatria, não só da que se pratica em procissões e templos consagrados a entidades mortas, supostos “santos”, que têm boca, mas não podem falar. Há também idolatria às personalidades humanas nas igrejas protestantes, com líderes e artistas sendo alçados pelo povo à categoria de “semi-deuses”, acima do bem e do mal, muitos deles com um testemunho tão sujo que não mereceriam admiração nem nos antros do mundo.
Como Deus não visitaria com juízo uma nação que, tendo sido apresentada ao evangelho, segue expondo sua imoralidade a céu aberto, nos carnavais e marchas gays da vida? Nossos governos erotizam crianças em escolas públicas, com materiais pornográficos e nossas leis dizem “bem-vindo” ao homossexualismo e toda forma de perversão sexual. Mas será que esse espírito não está livre para atuar também nas casas das famílias brasileiras e em muitos espaços da própria igreja? Pornografia, adultério, pedofilia, prostituição e pederastia não mancham também os altares? O que dizer dos pastores e personalidades “gospel” que estão no segundo ou terceiro casamento, sem argumentos bíblicos que lhes desse tal direito; ou dos que usam o seu feitiço travestido de “unção” para seduzir ovelhas aos matadouros da imoralidade?
Não estou falando de uma nação ignorante. O evangelho foi apresentado ao Brasil. Muitos dos que afrontam a santidade de Deus, ou estão na igreja, ou passaram por ela e decidiram voltar ao chiqueiro do mundo. A maioria absoluta já, ao menos, ouviu a Palavra ou teve oportunidade de fazê-lo e não quis. Portanto, somos indesculpáveis.
Se Jesus proclamou juízo sobre a cidade onde viveu, dizendo: “Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje”; se Ele chorou sobre Jerusalém, lamentando o fato de que seus filhos seriam entregues à espada, já que ela não reconheceu o tempo da sua visitação (conf. Lucas 19:41-44), porque seríamos nós poupados, tendo desdenhado tanto da Verdade, como nação?
Obviamente, no meio de tudo isso há um povo fiel, um remanescente que teme ao Senhor e respeita a sua Palavra. Como nos dias de Elias, enquanto Israel era fustigado com a seca e a fome, sete mil joelhos recusavam curvar-se diante de Baal; como no cativeiro babilônico Deus encontrou Daniel, Ananias, Mizael e Azarias, entre outros, para manter a honra do altar, há muitos crentes e igrejas hoje que, remando contra a maré, permanecem na Verdade. Que nos esforcemos para fazer parte desse remanescente, pois é dele que pode brotar de novo a misericórdia.
Os próximos anos não serão fáceis, fique você avisado disso. A vara de Deus sobre os lombos do Brasil já começou a arder e será pesada. Não é mero castigo, mas a disciplina de um Pai que quer essa nação de volta. Ele é justo em fazê-lo, não questione. Apenas disponha-se a ser um argumento que aplaque a sua ira, a permanecer como uma testemunha fiel no meio das trevas, a chamar pessoas para viverem o verdadeiro evangelho e a interceder, como legítimo sacerdote, para que a justiça e a genuína fé cristã possam, de fato, voltar a prosperar.
Não me entenda mal, eu lhe peço. Eu não sou um irresponsável, unindo-me a Satanás para acusar a igreja. Sou parte dela. Eu a amo! Sinto vergonha dos seus pecados, porque eles são meus também. Quero me unir ao Espírito e gemer por ela. Quero ser um argumento para que a esperança e a fé verdadeira, comprometida com a Palavra, não se apaguem de vez nesta nação. Ao contrário, que se multipliquem, até que possamos virar esse jogo e ver o Senhor recolhendo a vara da punição.
Por favor, junte-se a mim nesta busca! Os próximos anos não serão fáceis para nós, mas há um caminho: “Se o meu povo, que por mim se chama, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, eu ouvirei do céu, e sararei a sua terra."


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

PAPAI, POR QUE CALVINISTAS E ARMINIANOS BRIGAM?



Por Maurício Zágari

Há algum tempo, há alguns anos venho travando um esforço grande e me dedicado a tentar levar calvinistas e arminianos a compreender que suas diferenças não podem levá-los a tratar uns aos outros com agressividade, ofensas e chacota. Afinal, são irmãos, filhos do mesmo Deus, que discordam num aspecto secundário da fé. O texto que publico hoje escrevi há dois meses, após um episódio que vivi com minha filha, mas tinha desistido de publicar, pois a sensação que tinha é que todo o meu empenho – como a formiguinha que sou – estava sendo inútil. Eu continuava vendo uma surreal troca de farpas entre os dois grupos, o que começou a me desanimar. Foi quando, semana passada, li uma “Nota pública sobre o debate entre calvinistas e arminianos”, em que pastores, teólogos e líderes evangélicos de peso repudiam ataques pessoais em disputas religiosas.

Fiquei felicíssimo, pois percebi que não sou uma voz que clama no deserto. Por isso, com meu ânimo revigorado, decidi publicar o que escrevi dois meses atrás, como forma de somar um tiquinho ao debate e, quem sabe, contribuir um pouco. Segue o texto:

Minha filha é uma criança muito atenta. Do alto de seus 4 aninhos, ela escuta bastante e guarda coisas que falamos quando achamos que ela está totalmente desligada da conversa. Pois bem: não é segredo para quem me acompanha que eu não tenho muito interesse em ficar discutindo calvinismo versus arminianismo e que tenho grande tristeza pela agressividade que permeia o debate entre os dois grupos. Batistas arminianos e presbiterianos calvinistas, por exemplo, são igualmente irmãos em Cristo e desqualificar qualquer indivíduo por sua crença soteriológica é na verdade desqualificar a obra da graça naquela vida. É atacar o que Deus fez por ela e, portanto, é atacar Deus. Eu estava conversando ao telefone recentemente com um pastor amigo sobre essa questão e minha filha estava perto, desenhando. Assim que desliguei, a pequena curiosa virou-se para mim e começamos um diálogo que foi mais ou menos assim:

— Papai, o que é isso que você tava falando?

— O que, filha?

— Calnimo e minismo.

— Ah (risos), calvinismo e arminianismo?

— É. Que é isso, papai?

— Hmmm…. Ahnnn… bebê, são duas formas de ser amigo de Jesus.

— Qual é a diferença?

— Hmmm… Ahnnn… Olha… tem algumas diferenças, mas um dia eu te explico.

— Ah, papai, quero saber agora.

— Tá… Olha… Calvinistas são amigos de Jesus que acreditam, entre outras coisas, que foi Jesus quem quis ser amigo deles e arminianos acreditam que eles ficaram pensando um pouquinho antes de decidir se atenderiam ao convite de Jesus para serem seus amigos.

— Então os dois são amigos de Jesus?

— Isso.

— Ué, então qual é a diferença?

— Ah, filha, esse assunto já gerou tanta briga boba, vamos falar de outra coisa? Quer ler um livro?

— Não, papaaaaai! Me explica!

— Ai… Tá bem. Olha só, é o seguinte, os calvinistas acham que eles são maus pra caramba. Que Jesus é quem os escolheu pra serem amigos. Que Jesus morreu na cruz só por eles. Que quando Jesus quer ser amigo de alguém essa pessoa não pode recusar a amizade dele. E que nunca mais essa pessoa vai deixar de ser amiga de Jesus.

— Ah, tá. Mas e os outros?

— Os arminianos?

— É.

— Olha, eles também acham que é Jesus quem chama quem quer ser amigo, mas nem todo mundo quer a amizade dele. Que ele morreu na cruz pra ser amigo de todo mundo que quiser ser. Que o Espírito Santo é quem faz o convite de Jesus. E que as pessoas que hoje são amigas de Jesus amanhã podem não ser mais.

— Ah, tá. (Silêncio). Eu sou o quê?

— Ahn… éééé… Mmmmm… filha, você é amiga de Jesus, não é?

— Sou, papai.

— Isso é que é importante.

— Não entendi, papai.

— Ah, filha, isso é complicado, deixa pra lá.

— Não, papaaaai, explica!

— Tá bem, tá bem. (Silêncio). Filha, arminianos e calvinistas são amigos de Jesus. É como a Bebel e a Gabi, da sua escola. A Bebel é morena e a Gabi é loira, elas são irmãs, filhas do mesmo papai, e as duas são suas amigas, não é?

— É.

— Faz diferença pra você uma ser loira e a outra ser morena ou o importante é elas serem irmãs que se amam e serem suas amigas?

— Serem irmãs que se amam e minhas amigas, ué! Claro, né!

— É claro, sim, mas pra muita gente não é. Nesse assunto, é mais ou menos a mesma coisa: calvinistas e arminianos são amigos de Jesus, vão morar no céu, querem que outras pessoas também se tornem amigas de Jesus, se esforçam pra sempre obedecer Jesus e são irmãos. Naquilo que realmente importa, são iguaizinhos.

— E eles brigam, papai? Porque eu já vi a Bebel e a Gabi brigarem.

— Infelizmente, alguns deles brigam sim, bebê. Não todos, mas alguns. Muitas vezes eles brigam porque acham que ser loiro ou moreno é a coisa mais importante que tem. E ficam um tempão falando sobre como é importante ser loiro ou ser moreno em vez de se dedicar a falar sobre coisas mais importantes. E pior: ficam debochando ou atacando o outro apenas porque não é loiro como ele ou não é moreno como ele. Só que o mais importante é que eles são irmãos e amam Jesus, né?

— (Silêncio, pensando). É, papai. (Silêncio). Mas, papai, depois que a Bebel e a Gabi brigam elas se abraçam e ficam de bem.

— Isso! Isso é que é importante, bebê. Porque ficar de bem com os irmãos é muito mais importante que ficar brigando porque um é loiro e o outro, moreno, você não acha?

— Ué, claro, né! (Silêncio, pensando) Mas eu ainda não entendi por que eles brigam. Eles puxam o cabelo um do outro e mordem?

— Podemos dizer que sim, bebê.

— Que feio, né, papai?

— Muito feio.

— Eu mordia quando tinha dois anos mas não mordo mais.

— Porque você cresceu e aprendeu que Jesus não gosta disso, né?

— É. (Silêncio) Papai, você sempre me disse que os amigos de Jesus não batem nos amigos, então como é que os calnistas e os minianos ficam se batendo?

— Pois é, bebê, eu também não entendo isso.

Depois de um tempo em silêncio, pensando, minha filha continuou:

— Papai, você é o quê? Calmista ou miniano?

— Eu sou amigo de Jesus, bebê.

— Tá, mas você é amigo de Jesus calmista ou amigo de Jesus mininano?

— Eu sou ______, filha.

— E a mamãe?

— Mamãe também. Mas ela não dá muita atenção a isso, bebê.

— E o vovô e a vovó?

— Sim, o vovô é pastor da igreja ______, então eu sei que ele é ______, igual ao papai.

— E o pai da minha amiga Helena? Ele também é pastor!

— Ele é, diferente, filha, é ______, porque é pastor de outra igreja, a ______.

— (Cara de assustada) Mas o vovô e o pai da Helena brigam, papai?

— Não, filha, não brigam. Os dois são amigos de Jesus e, logo, são amigos um do outro.

— Ué, mas se um é calmista e o outro é mininano como é que eles não brigam?

— É porque eles sabem que o que eles têm em comum é mais importante do que o que têm de diferente. E os dois são amigos de Jesus, os dois sabem que ir pro céu depende de Jesus convidar, os dois sabem que precisam obedecer a Jesus até o dia em que forem morar no céu. E os dois sabem que o amor que une eles é mais importante que qualquer outra coisa.

— Que bom, papai, porque se eles brigassem eu não ia poder chamar um deles pro meu aniversário, né?

— (Muitos risos) É verdade, seria muito feio ver os dois brigando na frente dos outros. Não seria nada cristão. Mas pode convidar, sim. O vovô e o papai da Helena são maduros e sabem que não vale a pena ficar brigando por causa desse assunto. Eles vão conversar sobre coisas mais importantes na sua festa e vai ficar tudo bem, tá?

Nesse ponto, minha filha abriu um largo sorriso.

— Que bom, papai, porque eu quero que no meu aniversário vão todos os meus amigos!

— Fica tranquila, bebê, eles vão sim.

— Jesus também quer que todos os amigos dele vão no aniversário dele, né?

— (Risos) Claro, filha! Jesus ama todos os amigos dele, não importa se são loiros ou morenos.

— Que bom, papai. Jesus é esperto.

— É sim, filha. Quer ler um livro agora?

— Quero!

Nesse ponto fomos até a biblioteca da minha filha, escolhemos um livro e deitamos na cama para ler. Enquanto eu punha os óculos, ela virou-se para mim.

— Papai, se os calmistas e os minianos são amigos de Jesus, por que eles brigam?

— De novo isso, bebê?!

— É que eu ainda não consegui entender por que eles brigam.

— Quer saber, filha? Nem eu. Nem eu…


Paz a todos vocês que estão em Cristo,

***
Do blog do autor, Apenas
Via : pulpitocristao

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO, EM BREVE

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