terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Por que não pecar no carnaval e arrepender-se depois?


Longe vai o tempo em que carnaval era “coisa do mundo” e não se falava mais nisso. Crente não saía para participar dos blocos e nem mesmo para ver os foliões, muito menos para dançar nos salões. Nem era preciso aprofundar estudos nas áreas de moralidade, sociologia e criminalidade para se propor uma resposta para o afastamento desses festejos. Chamado a explicar sua ausência, o crente respondia sem piscar:

— É que eu sou crente!

Os tempos agora são outros. O crente pode não sair para ver os blocos ou curtir os bailes de carnaval, mas os blocos entram em sua casa para vê-lo via canais de televisão ou pela internet. Com uma diferença agressiva: detalhes que só podiam ser deduzidos de longe agora são ampliados com poderosos “zoons” digitais, com a entusiasmada colaboração da total liberação dos costumes que cobre só com tinta o que antes ficava escondido sob mais de uma camada de tecido.

E isso não é tudo. Há sim os evangélicos que saem e engrossam o cordão dos sacolejantes. São os blocos do “carnaval gospel”, que vão fazer nas ruas o mesmo que já estavam fazendo nos seus programas de culto. São bandas, ministérios e cantores cuja boa notícia é que crente não precisa ser chato nem parecer beato. Crente – sugerem com sua folia – também tem alegria, ainda que esses carnavalescos gospel estejam falando da mesma alegria que o mundo já encontrava nessas festas. Nada transcendental.

A ideia de resgatar para Deus o que o usurpador tentou encampar é boa, mas certos valores são intrinsicamente irrecuperáveis. Se não, vejamos o carnaval. Do que se trata?

Carnaval é, tradicionalmente, a oportunidade que a sociedade tem – graças à concessão feita pelo catolicismo ao paganismo das saturnais romanas, cujas tradições nos alcançaram via carnaval da Idade Média – de liberar os seus demônios sem cabresto e sem culpa. É o momento em que todos são iguais, a hora de cada um viver a vida do seu jeito, assumir a sua própria máscara e fantasia, sem lei e sem superiores. Não é hora de contrição, isso fica para a quaresma. É ocasião para se admitir explicitamente modos de pensar que se encontram na sociedade o ano inteiro:

• Compre agora e pague depois.
• Divirta-se agora e preocupe-se depois.
• Coma bastante agora e faça regime (ou engorde) depois.
• Trabalhe demais agora e pense na saúde depois.
• Não faça hoje o que você pode deixar para (depois de) amanhã.
• Eu quero a castidade, mas não hoje (como orou Agostinho antes da conversão).
• Hoje é o dia da decisão, e eu escolhi ficar à toa. Depois a gente vê.
• A cigarra trabalha e estoca para o inverno, mas agora, com esse aquecimento global... deixa quieto!
• Peque no carnaval e se arrependa na quarta-feira de cinzas.

A solução para a pobreza moral e indigência espiritual exibidas no carnaval não é pôr na rua blocos evangélicos. Se as pessoas se conscientizassem de que o dia do arrependimento é hoje, não semana que vem, não sairiam às ruas para curtir seu afastamento de Deus. O que há para ser resgatado para Deus não é o carnaval, mas todos os que se soltam nele desejando que nunca chegue a quaresma. Esse resgate esvaziaria o carnaval, extinguiria o seu sentido.

Alternativas cristãs?

Podemos falar em retiros de carnaval. Alguns – não escapistas ou alienantes – têm abençoado o povo de Deus. O crente não vai a esses acampamentos para ouvir que “somos melhores do que eles”, mas aprende que estaríamos no mesmo bloco, se não fosse pela graça de Deus (1Co 15.10; 1Tm 1.15) e que essa é a sociedade em que vamos viver e brilhar (Mt 5.13; Jo 17.15). Certamente teremos de falar também em expulsar de nossas salas de tevê as escolas de samba com o seu rei patético, decadente, e suas rainhas tão risonhas quanto rasas, tão desinibidas quanto desprevenidas.

O caso, porém, é que, mais do que sair do carnaval, importante é tirar o carnaval de nós. Trata-se de luta feroz a que a Escritura se refere de modo dramático: “... no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo, nos meus membros, outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que está nos meus membros. Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente, sou escravo da lei de Deus, mas, segundo a carne, da lei do pecado” (Rm 7.22-25).

Essas palavras nos conduzem gratos a Jesus, em quem temos a redenção. Se, porém, com a sociedade sem Cristo, fizermos pouco caso do conceito de pecado e deixarmos o arrependimento e a santificação para depois, então estamos no mesmo bloco e percorremos a mesma avenida o ano inteiro. Aí está algo que não podemos empurrar com a barriga, porque, “como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb 3.7-8).
Cláudio Marra
Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.

Fonte:
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Como é viver fazendo parte da “minoria religiosa” de um país?



"É um fardo que temos de carregar. Há perigo em todos os cantos, mas a fé cristã nos dá vida mesmo na morte, porque por meio de Cristo somos vitoriosos"

"É um fardo que temos de carregar. Há perigo em todos os cantos, mas a fé cristã nos dá vida mesmo na morte, porque por meio de Cristo somos vitoriosos"

Possui uma religião oficial, declarando-se uma nação laica. Fazer parte da minoria religiosa para os brasileiros, então, é uma realidade distante da que costumamos ver em países onde o islamismo predomina. Você já imaginou o que é ser hostilizado pela decisão de seguir a Cristo?

Diariamente, publicamos relatos e testemunhos de irmãos que ousam fazer parte dessa minoria mesmo sabendo o que vão enfrentar em todas as esferas da vida: discriminação dentro de suas próprias famílias, na sociedade, exclusão, violência, entre muitas perdas e dificuldades, sem contar as torturas, prisões e mortes. Relembre aqui de alguns testemunhos:

"Aqueles que querem ser livres devem ir embora para outros países e recomeçar a vida. Aqui em Maldivas, somente os não muçulmanos têm o direito de seguir outra religião. Mas se um muçulmano abandonar o islã: blasfêmia! Aqueles que se convertem ao cristianismo devem se arrepender, caso contrário, serão mortos. Assim é a lei por aqui", disse um maldívio estudioso que vive no país.

Você suportaria viver sob pressão? Enfrentar a violência e a perseguição, ser ameaçado de morte por apedrejamento, ficar sem os bens ou ter o casamento anulado por seguir o cristianismo?

"É um fardo que temos de carregar. Há perigo em todos os cantos, mas a fé cristã nos dá vida mesmo na morte, porque por meio de Cristo somos vitoriosos", disse certa vez Samuel*, um cristão afegão perseguido que desapareceu em 2005 em território talibã. Infelizmente, nunca mais se teve notícias dele. Normalmente, quando isso acontece, o cristão é torturado e morto por extremistas islâmicos. Você suportaria viver por Cristo nessas condições?

"Eu esperava que eles fossem punidos, mas a justiça humana falhou. As pessoas que me confortam dizem que Jesus também foi despido. Acho que se eles tivessem me espancado seria melhor, ainda que fosse doloroso, mas que eles jamais tivessem me deixado nua e me humilhado tanto. Vou aguardar a justiça de Deus, pois ele é maior e mais forte que essa situação que estou vivendo", comenta uma senhora cristã de 70 anos que foi exposta nua nas ruas do Egito.

"Feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida que Deus prometeu aos que o amam." (Tiago 1.12)



Fonte:
Portas Abertas - Servindo cristaos perseguidos
    https://www.portasabertas.org.br

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Programa Evangelho Total: a Obra Missionaria em Norete e Malacacheta

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Não perca no programa de hoje, a nossa convidada Pastora Marli, estará falando sobre a obra missionária em Malacacheta e Norete, uma linda obra missionária feita com Zele, dedicação e muito amor em lugar de dificil acesso, carente e abandonado pelo poer público, vale a pena assistir não percam!! Com certeza iremos aprender muito sobre a obra missionária neste programa!!
Não perca hoje as 21:00Hs. ao vivo no Facebook
Link: do programa: Aic William ou www.facebook.com/aic.vidanova

JETRO - Um bom conselheiro


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"Moisés aceitou o conselho do sogro e fez tudo como ele tinha sugerido." (Êxodo 18.24)

  "Tem uma coisa que me preocupa", disse um amigo. "posso lhe dar um pequeno conselho?"
  "Ih, aí vem coisa...". você pensa. Quando sua esposa chega com algum conselho, dá a impressão de estar reclamando. a incapacidade que seu chefe tem de elogiar soa um pouco como crítica. até mesmo as orações de um amigo podem parecer um sermão. aceitar os conselhos de outras pessoas exige uma autoestima muito sólida e a disposição de crescer como pessoa.
  Jetro, sogro de Moisés, era um homem sábio. Ele vivia no deserto de Midiã (Êx 2.15-16), no triângulo invertido chamado península do Sinai. É possível que a tradição teológica singular de Jetro lhe tenha sido transmitida oralmente, a partir de seu ancestral Abraão (Gn 25.1-2). A maioria dos Midianitas não vivia de acordo com a vontade de DEUS (cf. Nm 25.17-18 31.16), mas Jetro parece ser uma exceção. assim como os não Israelitas Melquisedeque (Gn 14.18), Raabe (Js2.9-11) e Naamã (2 Re 5.15), Jetro reconhecia o "DEUS vivo e verdadeiro" (1 Ts 1.9), e procurava viver de acordo com a verdade Divina.
  Com certeza, Jetro não estava incluído em conversas paralelas. DEUS, porém, não está confinado a esse circulo, assim como outros que podem ter alguma coisa para nos ensinar. Um discípulo é um aprendiz. O que aprendemos de alguém que esteja ao lado de fora dessas conversas paralelas?
  Jetro procurou Moisés quando o genro estava passando por um momento muito confuso. Moisés era responsável por mais de um milhão de pessoas, mas estava agindo como se constituísse um supremo tribunal de um homem só. Dá para imaginar até onde isso poderia chegar? como uma pessoa que não estava diretamente envolvida no problema, Jetro era um observador bastante objetivo. E o que ele viu o perturbou o suficiente para dar ao genro alguns conselhos, ainda que Moisés não os pedisse. Em resumo, Jetro disse a Moisés: "Delegue!"
  Moisés aceitou o concelho do sogro. Jetro orientou Moisés a se manter no supremo tribunal de justiça (Ex 18.22), mas criar vários juizados de pequenas causas (Ex 18.21). Aliviamos a pressão quando levamos "os fardos uns dos outros" (Gl 6.2).
  Jetro, cujo nome significa "sua excelência" (Ex 3.1), pode ser um título, e não o nome verdadeiro do sogro de Moisés. Ele também é chamado Reuel (Que significa "o amigo de DEUS"; Ex 2.18) e,  talvez, Raquel (algumas versões bíblicas de Nm 10.29).
  Até que ponto você se identifica com pessoas que enfrentam dificuldades? como Jetro, você pode orar por sabedoria para poder intervir num caso crítico (Ex 18.14), interceder pelos outros (Ex 18.20) e aliviar o julgo das pessoas. Como Jetro, seja sábio na hora de aconselhar.

Fonte:Bíblia do Homem - NVI - Geográfica editora - Central Gospel.

CGADB: Justiça determina cancelamento de 5.207 inscrições sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais



O magistrado afirmou que "quanto a probabilidade do direito, este verifica-se das alegações do autor e os documentos acostados aos autos, que são suficientes, ao menos, preliminarmente para a análise da medida".


Faltando apenas 43 dias para eleição da nova Mesa Diretora da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), a Justiça do Estado do Amazonas, por meio do Juiz Jânio Tutomu Takeda, da cidade de Juruá-AM, concedeu liminarmente Tutela de Urgência cancelando 5.207 inscrições que estariam em desacordo com a resolução nº 01/2016 da CGADB, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (23), e foi proferida nos autos da Ação nº 0000005-67.2017.8.04.5101, da comarca de Juruá-AM, ajuizada pelo pastor Cloves Rocha de Freitas.

De acordo com o magistrado, a CGADB fica expressamente proibida de corrigir os dados incorretos no site eleitoral e deverá cumprir a determinação em no máximo 48 horas a contar da ciência da decisão, sob pena de multa diária de R$ 10 mil reais.

O magistrado afirmou que “quanto a probabilidade do direito, este verifica-se das alegações do autor e os documentos acostados aos autos, que são suficientes, ao menos, preliminarmente para a análise da medida”.

Antônio Carlos Lorenzetti de Mello, ex-presidente da Comissão Eleitoral da CGADB – Foto: Divulgação

ENTENDA – Na ação, o pastor Cloves Rocha de Freitas alega que o ex-presidente da Comissão Eleitoral da CGADB, Antônio Carlos Lorenzetti de Mello, ignorou as impugnações apresentadas e teria validado inscrições em desacordo com a Resolução Eleitoral nº 01/2016 da própria CGADB.

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